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9 de abril de 2013

LIXO ACUMULADO NAS RUAS PREJUDICA COMBATE A DENGUE



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Avenida Leste Oeste: população das ruas do entorno do Pirambu, Goiabeiras e Barra do Ceará despeja o lixo no canteiro com a Avenida Soares Moreno, até que um caminhão recolha os resíduos, virando um ciclo de risco
KID JÚNIOR
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No início do século XX, as cidades eram menores, o que facilitava o controle de uma epidemia.
MIGUEL PORTELA
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Utensílios inservíveis são deixados à beira de canal
JOSÉ LEOMAR
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Terreno na Aldeota é ponto de risco
DENISE MUSTAFA
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Encosta de morro vira ponto de lixo
DANIEL ROMAN
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Moradores do Frifort convivem com lixo
DENISE MUSTAFA
A coleta de lixo funciona nas áreas urbanizadas, mas não chega às áreas de risco nem favelas de Fortaleza
A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que a urbanização acelerada e a má administração da limpeza urbana foram dois pontos fundamentais, nos últimos 30 anos, para o favorecimento da dengue no Brasil. Em Fortaleza, por exemplo, a questão do lixo ainda é um desafio no combate à doença.

Enquanto o sistema de coleta de lixo cobre áreas urbanizadas, outras, como as de risco ou sem infra-estrutura, sofrem com o acúmulo dos resíduos. Nesses locais, onde o caminhão da coleta não entra porque as vias não permitem, a opção da população é levar seu lixo para a avenida mais próxima, favorecendo o nascimento de vários pontos, que acabam tornando-se permanentes.

O canteiro central da Avenida Leste-Oeste e da Avenida Soares Moreno é um exemplo disso. Lá, a população das ruas do entorno do Pirambu, Goiabeiras, Barra do Ceará, entre outros, despejam seu lixo no canteiro até que um caminhão chegue e recolha os resíduos, virando um ciclo de risco.

Se chover, então, o esquema não funciona porque o lixo será levado pelas águas, transformando-se em potencial criadouro do mosquito onde parar. Em algumas áreas urbanizadas, esse problema também acontece. No cruzamento das ruas Desembargador Leite Albuquerque e Nunes Valente, na Aldeota, um ponto de lixo virou até motivo de briga, uma vez que os fiscais da coleta já foram ameaçados pelos catadores.

Mesmo conhecendo essas situações, a presidente da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb), Eveline de Sousa Ferreira, considera que a coleta de lixo em Fortaleza é suficiente, e não compromete o combate à dengue na cidade. “A coleta não falha, por isso é considerada uma das melhores do País. Em dias alternados o caminhão recolhe o lixo. Em áreas de maior fluxo, onde há atividade comercial, isso acontece diariamente. Não há motivo nenhum para que seja jogado lixo em terrenos baldios”, destaca, acrescentando que 80% dos focos estão nas residências e não nas ruas.

A presidente da Emlurb explica que a Prefeitura está se antecipando às reclamações. “O Município já começou a mapear os terrenos baldios e cadastrar os proprietários, através da Secretaria de Finanças. Em alguns casos, quando é constatada a presença de focos, a Prefeitura fecha o muro, faz a limpeza e manda a conta para o proprietário”, explica ela, ressaltando que isso não é uma regra nem pode ser aplicado em todos os casos. “Nem todo terreno baldio é foco de dengue”.

Quanto aos problemas das áreas em que o caminhão da coleta não entra, Eveline citou uma idéia da Agência Reguladora de Fortaleza (Arfor), que gerencia o contrato com a empresa Ecofor, de instituir o gari comunitário. Essa figura, da própria comunidade, atuaria onde existem problemas de acesso e também de vulnerabilidade para os profissionais, que são vítimas de assaltos em algumas comunidades.

Nesse processo, Eveline destaca que a educação do cidadão deixa a desejar. “A sujeira não está ligada à pobreza. Têm áreas ricas em Fortaleza que são extremamente sujas e outras muito pobres que são limpas. Tem que acender uma luzinha na cabeça de cada morador para que a trate a rua como a sala ou a cozinha de casa. 

FALTA DE PLANEJAMENTO
Desordenação favorece o mosquito
O crescimento desordenado das cidades brasileiras, a exemplo do que ocorreu com Fortaleza nos últimos 20 anos, as agressões ao meio ambiente e a falta de planejamento de políticas públicas mais drásticas para conter o avanço do Aedes aegypti que retornou ao ambiente urbano, a partir dos anos 1980. Estes são alguns argumentos apresentados pelo médico infectologista Keny Colares, professor do curso de Medicina da Universidade de Fortaleza (Unifor). “A dengue leva em consideração um conjunto de fatores”, diz, tranqüilizando que 70% dos casos são simples.

O médico explica que o contexto das cidades brasileiras na atualidade é bem diferente do início do século XX, quando eram menores, menos adensadas. Portanto, era mais fácil controlar uma epidemia, compara Keny Colares.

No caso específico da dengue, “a urbanização foi até favorável ao mosquito”, diz, completando que a responsabilidade quanto à epidemia da doença deve ser compartilhada. “Só o governo não poderá resolver o problema”. Chama a atenção para os imóveis fechados sendo necessário amparo legal para as autoridades agirem.

Conscientização

Sem contar com a falta de educação ambiental das pessoas com relação ao destino do lixo e do armazenamento de água. As questões são fundamentais para a prevenção da doença, mas falta conscientização das pessoas. Admite ser bastante complicada a situação nos estados do Rio de Janeiro e Ceará, principalmente com a circulação do sorotipo para a dengue hemorrágica.

Daí a preocupação, explica Keny Colares, informando que é grave o avanço do mosquito no Estado. “Praticamente todos os municípios possuem o Aedes aegypti”, destaca, admitindo ser difícil o controle. Doença típica das regiões tropicais, o calor e a umidade favorecem ao desenvolvimento da doença.

Para ele, a dengue pôs em xeque o sistema público de saúde agravando ainda mais a epidemia. No momento, o que se pode fazer é garantir assistência e evitar o pânico. 

REAÇÃO
Mobilização social é inédita
Em nenhum outro momento de crise na saúde causada pela dengue se viu tanta mobilização social como acontece agora. Mutirões de serviços e limpeza, profissionais de saúde se atualizando, bombeiros e carteiros nas ruas, idosos reproduzindo ensinamentos em suas comunidades, advogados e outros profissionais dando a sua contribuição e empresas convocando seus funcionárias para eliminarem focos da doença no ambiente de trabalho e também em casa. São cenas inéditas que estão começando a fazer parte da rotina da população de Fortaleza.

Para o coordenador de Políticas em Saúde da Secretaria de Saúde do Estado, Manoel Fonseca, parte dessa mobilização social deve-se ao fato da transparência com que as gestões de saúde estão trabalhando a dengue, sempre esclarecendo e informando acerca da gravidade da doença. “A questão é séria e a população tem que ter consciência que faz parte disso”, explica o médico.

Além disso, Fonseca ressalta o papel dos meios de comunicação no processo de gerar mobilização entre as pessoas. “Diariamente o noticiário traz várias matérias sobre dengue, sejam positivas ou negativas, e isso ajuda a população a ficar sempre alerta”, disse.

Já o secretário Municipal da Saúde, Odorico Monteiro, considera que na medida em que se abriu o debate sobre a dengue, a sociedade se viu dentro do problema, até porque também é atingida pela doença.

Segundo Monteiro, expor e alertar a população não se trata de fazer terrorismo e sim de criar consciência sanitária. “As pessoas têm dificuldade de quebrar a inércia e partir para a atitude”, disse. 

Utensílios inservíveis são deixados à beira de canal
Área de risco: em um canal, às margens da Avenida Pompílio Gomes, no Bairro Jangurussu, o acúmulo de lixo é visivelmente uma ameaça à saúde. Garrafas plásticas e um pneu deixados no local são depósitos propícios à reprodução do Aedes aegypti. Basta uma chuva para que os utensílios inservíveis à população se tornem focos da dengue. Além disso, o material colocado dentro do canal acaba contribuindo para a poluição.

Terreno na Aldeota é ponto de risco
Uma casa abandonada no cruzamento das ruas Tibúrcio Cavalcante e Pereira Valente vem tirando o sossego dos moradores da área. Focos de dengue foram encontrados e nada foi feito.
Naiana Rodrigues, Paola Vasconcelos e Iracema SalesRepórteres

LIXO JOGADO NAS RUAS CAUSAM ENXENTES E ALAGAMENTOS


Por Julio Cezar Winkler, especialista em geografia do portal
Prefeitura de Caratinga
Na “era do descartável”, muitas pessoas jogam lixo nas ruas, córregos e rios. Esse lixo se acumula e acaba entupindo as galerias de drenagem, impedindo que a água encontre o seu destino.


Todos os anos, nessa época do ano que abrange o verão (de janeiro a março), os noticiários ficam literalmente “inundados” de notícias sobre alagamentos e enchentes. É a época em que as massas de ar frio estacionam sobre determinadas áreas e ocasionam as chamadas chuvas de verão. Estas se caracterizam por sua intensidade e pela presença de fortes rajadas de vento e granizo.
Não é incomum vermos autoridades culpando as chuvas de verão pelos alagamentos que, muitas vezes, resultam em tragédias. Mas a realidade é que somos nós mesmos os verdadeiros culpados por esse indesejável fenômeno.
Cada centímetro a mais de pavimentação em nossas cidades impede que a água das chuvas infiltre no solo e alimente o lençol freático, que é uma espécie de rio subterrâneo que retém a água pluvial (das chuvas) e vai liberando-a paulatinamente para dentro dos rios em um processo lento e contínuo. A pavimentação excessiva causa um escoamento superficial da água, que chega rapidamente ao leito dos rios e faz com que eles não suportem drenar todo seu conteúdo. Além disso, esse tipo de escorrimento faz com que a água carregue centenas de toneladas de partículas soltas do solo, chamadas de sedimento, que diminuem a profundidade do leito dos rios. Dessa maneira, à medida que os rios vão perdendo a sua capacidade de escoamento, recebem mais e mais água, até que ocorrem as enchentes.
Não é raro ver pessoas pensando em trocar o gramado dos seus quintais por uma lajota ou um piso pavimentado qualquer. Elas argumentam que a grama dá muito trabalho porque deve ser cortada sempre e acumula muita sujeira. O piso pavimentado é mais fácil de ser limpo. No entanto essa atitude, que aparentemente facilita a vida das pessoas, pode causar grandes problemas ambientais. Por isso, da próxima vez que você ouvir alguém falando em erradicar o gramado de sua casa, faça o seu papel e explique a importância de cada metro quadrado de área pela qual a água possa penetrar.
Prefeitura de Caratinga
A pavimentação excessiva causa um escoamento superficial da água, que chega rapidamente ao leito dos rios e faz com que eles não suportem drenar todo seu conteúdo, transbordando.


FONTE: 
http://www.educacional.com.br
Outro problema bastante sério é o lixo jogado em locais não apropriados. Para escoar a água das chuvas, são construídas galerias pluviais e instaladas diversas bocas-de-lobo, ou seja, bueiros por onde deve ser captada a água, que é levada para os córregos com maior capacidade de drenagem. Hoje em dia, na “era do descartável”, representada pela famosa garrafa pet, muitas pessoas jogam seu lixo nas ruas, córregos e rios. Esse lixo vai acumulando-se e acaba entupindo as galerias de drenagem, impedindo que a água encontre o seu destino.
Claro que existem outros fatores que levam às enchentes, mas os mencionados aqui são decisivos. Se cada um fizer a sua parte, deixando áreas livres de pavimentação, de preferência com alguma cobertura vegetal, e dando destino correto ao lixo, o problema vai diminuir e, com certeza, teremos verões com menos notícias tristes em nossos programas de TV.

PORQUE AS PESSOAS JOGAM LIXO NAS RUAS?




As primeiras justificativas sobre o lixo no chão que se lê em relacionados assuntos e comentários publicados nos blogs da cidade são:
- a falta de escolaridade do povo;
- a falta de uma lixeira perto;
- a coleta de lixo é precária;
- a culpa é do prefeito;
- as quatros opções juntas!
Constato que “por que as pessoas jogam lixo no chão?” NÃO é a falta de escolaridade ou similares… A resposta é por INSTINTO e por falta de EDUCAÇÃO DOMÉSTICA!
Como assim?
Nós seres humanos somos parte integrante de um sistema gigantesco chamado Natureza. E por incrível que pareça, nós também temos o nosso papel: "Cuidar do meio ambiente é um corolário da fé cristã" (Salmo 24.1).
Assim como as abelhas e pássaros polinizam as flores, os urubus que comem carcaças e os camarões que limpam os restos orgânicos do oceano. Somos descendentes dos primatas que por INSTINTO lançamos cascas de bananas no chão, e pelo mesmo impulso abrimos a mão e espalhamos restos orgânicos por onde estamos! E isto era para ser algo bom! Contudo, só lançar no meio da horta ou debaixo das plantas, que os restos orgânicos iriam ser alimentos para o sistema, fazendo compostagem. Ou algum pássaro ou mesmo as minhocas da terra iriam aproveitar aqueles restos.
Entretanto, nesse nosso lindo mundo moderno, tudo o que produzimos não é mais orgânico! Em conseqüência disso, se os pais não ensinam seus filhos que lugar de lixo é na lixeira, é fato que vão simplesmente largar o lixo no chão. Resultado? Garrafas, sacolas e tudo mais ficam na rua, nas praças, nos canteiros, na beira da estrada que prejudica a estética da cidade e gera graves problemas a saúde pública, até alguém queima ou retira a sujeira e depois tudo começa de novo debaixo do sol, conduzido pelo INSTINTO e MAU HÁBITO!
Já Aristóteles (384-322 a.C.) constatou: "o homem, quando tem boa índole e moral, é o melhor dos animais, mas é também o pior de todos quando afastado da lei e da justiça. Logo, quando destituído de qualidades morais, o homem é o mais impiedoso e selvagem dos animais." De fato, seres humanos incapazes de superar seus instintos e maus hábitos, comportam-se como indivíduos animalescos. Isto é a questão de muitos e a pura realidade em que vivemos.

21 de fevereiro de 2013

SE FOR PRA CONSUMIR QUE SEJA COM RESPONSABILIDADE


"O consumo é um pressuposto básico para a vida cotidiana, mas a forma exacerbada como vem sendo feito coloca em risco os processos de renovação dos recursos naturais. Por isso, a mudança de postura para um consumo consciente é urgente.

A pressão sobre o patrimônio natural começa a esgotar os recursos naturais e interferir nos processos de renovação da natureza. O consumo exagerado da sociedade moderna é o principal motor dessa pressão. Atualmente se consome cerca de 25% a mais de recursos do que a natureza consegue repor de acordo com o relatório Planeta Vivo 2006 da organização não-governamental WWF. Para se ter idéia, segundo outra pesquisa da WWF, esta de 2008, se todas as classes sociais adotassem o estilo de vida da elite brasileira, seriam necessários três planetas para sustentar o consumo.

Preocupado com essa situação, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces) lançou em junho o Catálogo Sustentável (http://www.catalogosustentavel.com.br), um portal em que os visitantes encontram informações de produtos, serviços e empresas sustentáveis. “Criamos um catálogo virtual em um espaço aberto e amplo para reunir e permitir o acesso a produtos com características de sustentabilidade. Nosso objetivo não é, de forma alguma, estimular o consumismo, mas a procura por produtos feitos de forma sustentável”, afirma a diretora executiva do GVces, Rachel Biderman.

Para fazer parte do catálogo, o produto deve atender a pelo menos um dos critérios adotados pela equipe como eficiência energética, toxicidade, biodegradabilidade entre outros. No entanto, essa “peneira” deve ficar mais fina no futuro. “Neste momento inicial, queremos premiar quem deu o primeiro passo. Com o tempo, ficaremos mais rigorosos. De repente, atender a apenas ao critério de eficiência energética não será suficiente, também precisará ser feito com material reciclado, mas o mercado não dispõe desses produtos atualmente”, explica Biderman.

Outro objetivo da iniciativa é divulgar informações referentes à sustentabilidade empresarial, de forma a estimular que a demanda influencie a construção de um novo modelo de produção. Desde os cidadãos consumidores até as grandes empresas e órgãos públicos compradores estão dentro do público alvo. “Queremos que o catálogo também sirva como uma ferramenta de educação. Caso precise realmente consumir, que procure por produtos com menos impactos”, explica a diretora executiva do GVces.

O que precisa é consciência

Iniciativas como o catálogo sustentável são importantes, mas ainda falta compreensão da população sobre o seu impacto na natureza. “Falta nas pessoas consciência sobre o que estão fazendo. O ato da compra é desvinculado da consciência sobre o impacto da compra sobre o ambiente”, afirma a analista de projetos ambientais da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, Maísa Guapyassú.

O ecólogo ambientalista e professor da Universidade Regional de Blumenau (SC), Lauro Bacca, afirma que as pessoas estão perdendo a referência devido ao aumento absurdo do consumo. “Comemora-se muito que conseguimos reciclar cerca de 90% das latinhas de refrigerante no país, mas se esquece que os outros 10% que acabam no ambiente representam aproximadamente um bilhão e meio de latas só no Brasil. Há 20 anos, esse número era zero, agora, a quantidade é imensa”, explica.

O professor acredita que a questão ambiental cresceu bastante nos últimos anos, porém a devastação ambiental aumentou muito mais. “Os carros de hoje lançam uma quantidade muito menor de poluentes no ar do que os de 20 anos atrás, mas o número de automóveis nas ruas anula esse avanço. Vivemos uma era de ilusão ambiental, esses avanços são necessários, mas temos que acabar com a crença de que só porque inventamos uma tecnologia avançada ambientalmente as coisas estão às mil maravilhas”, comenta Bacca.

O afastamento do homem moderno da natureza é outro dos fatores que contribuem para o desinteresse das pessoas em ter mais cuidado com suas atitudes de consumo, segundo Guapyassú. “Essa desconexão faz com não tenham consciência de suas ações. Acham que a tecnologia vai resolver tudo independentemente do custo”, afirma.

Consuma mais, consuma muito

O processo de indução ao consumo feito pelos diversos meios de comunicação também é responsável pelo problema, pois entra em conflito com a necessidade de ter mais cuidado na hora de comprar. “Esse modelo de sociedade de consumo criou a utopia de que o Brasil é um país inesgotável”, afirma Oscar Fergutz, analista de projetos da Fundação Avina. Guapyassú divide a mesma opinião, “queremos que as pessoas tenham comportamento ambientalmente correto, mas ao mesmo tempo elas são bombardeadas com propaganda e se valoriza a compra de produtos desnecessários. Estamos em um mundo em que as pessoas são valorizadas pelo consumo”, afirma.

Bacca não acredita que alguém diga que o meio ambiente não é importante, mas na hora de tomar medidas positivas para a natureza, mesmo as mais simples, é difícil encontrar pessoas dispostas a isso. Para ele, o governo também tem sua parcela de influência, pois não cria ações efetivas para estimular essa mudança. “O consumo consciente ainda não atingiu a grande massa e as autoridades são responsáveis em grande parte por isso. Pouco se divulga, pouco se impõem. Os governantes gostam muito de dividir o ônus com a população, nunca o bônus”, comenta.

“Se essa lógica se perpetuar, estaremos sempre pressionando o meio ambiente, pressionando na produção com a retirada dos recursos, e depois na volta, na hora do descarte. Cria uma pressão sobre o planeta tão grande, que ele não consegue se recuperar”, explica Biderman.

Tomando a frente

Oscar Fergutz é um desses consumidores que sempre procuram levar em consideração o impacto do produto e de suas ações sobre o meio ambiente. Sempre observa a quantidade de embalagens, a eficiência energética, a distância do transporte da mercadoria na hora de adquirir alguma coisa. Para ele, a responsabilidade social não pode ser só das empresas e dos governos, mas de todos que fazem parte da sociedade. “Devemos estar conscientes o tempo inteiro. Tudo o que fazemos consome recursos do planeta”, afirma.

É este tipo de postura que o planeta precisa urgentemente de seus mais numerosos habitantes. “Nosso planeta Titanic está afundando e as pessoas não estão percebendo, continuam na proa do navio fazendo festa”, conclui o professor Bacca.

Para saber mais sobre consumo consciente, visite os sites do GVces (http://www.ces.fgvsp.br), do Instituto Akatu (http://www.akatu.org.br) e do Idec - Instituto de Defesa do Consumidor (http://www.idec.org.br)."

Fonte: Envolverde/Fundação O Boticário

CONSUMIR COM RESPONSABILIDADE

Consumir com responsabilidade é um exemplo para nossos filhos


Maria Lucia BarciotteTEXTO DE:

Maria Lucia Barciotte é Bióloga, Mestre em Biologia e Doutora em Saúde Pública e Ambiental pela Universidade de São Paulo.



Você já se deu conta de que uma simples ida às compras é uma super oportunidade pedagógica de transmitir e “ensinar” cidadania para nossos filhos? Como consumidores devemos escolher, decidir, reivindicar direitos, assumir responsabilidades. Estamos preparados? Escolhemos de fato o que consumimos? Onde aprendemos a ser consumidores? Na escola? Em casa? E quem nos ensina?

A propaganda nos informa ou nos iludi? Seremos transformados em heróis e heroínas românticas usando tal desodorante? Ou fumando tal cigarro? E refrigerante mata a sede? Ou água é que alivia a nossa sede e o refrigerante pode ser tomado como opção, pelo prazer que nos proporciona? E dar refrigerante nas mamadeiras para os nossos bebês é bom? E criar adolescentes que nunca bebem água. É saudável?

Parece que está difícil. E a tendência é piorar. Nós brasileiros entramos na sociedade de consumo como em uma grande festa. Saindo de zonas rurais ou de pequenos e médios núcleos urbanos, aprendendo a comprar em armarinhos e pequenas lojas nos deparamos com o universo dos shopping centers e dos hipersupermacromercados.

É muita cor, muita luz e muito apelo ao consumo por impulso. Cada vez mais nossos olhos e sentidos serão sensibilizados, cada vez mais produtos se oferecerão nessa grande feira. Só que cada vez mais teremos que optar, pois mesmo que quiséssemos não poderíamos comprar e ter tudo o que o mercado nos oferece. Nem se fossemos “ronaldinhos”.

Portanto parece incrível mas consumir é um exercício de liberdade. Dizer sim ou não. Consumir com responsabilidade é a capacidade deescolher produtos e serviços mais adequados para cada um de nós, utilizando bem o nosso rico dinheirinho, cada vez mais duro de ganhar. Esse consumo responsável fica ainda melhor quando incorpora o conceito de consumo sustentável.

Consumo sustentável é a possibilidade de escolher o que vamos consumir e o que a indústria produz, levando em conta também o impacto ambiental que aquele produto ou serviço originou desde a retirada da matéria prima da natureza para a sua produção até o que ele irá causar durante o seu uso ou após o seu descarte.

O ideal é que os produtos sejam desenvolvidos a partir de projetos que já levem em consideração a variável ambiental (o chamado “design” ambiental) e que sejam projetados gerando o menor impacto possível, por exemplo, de fácil desmontagem e utilizando materiais que facilitem a reciclagem, não utilizando materiais tóxicos na sua produção, como tinta ou vernizes, ou até gases tóxicos como os CFCs e similares.

Muitas empresas já alteraram os seus processos produtivos, substituindo matérias primas e reduzindo a quantidade de resíduos gerados, entre outra ações, porque já descobriram que prevenir a poluição pode ser também um bom negócio, e bem melhor que remediar, como afirma o senso comum.

Fica clara a importância do nosso papel. Como consumir com responsabilidade e de forma sustentável e transmitir esses valores para os nossos filhos? O primeiro passo é a informação. Devemos nos informar sobre as várias características dos produtos que consumimos, tendo idéia da sua composição e seus efeitos à nossa saúde, nossa segurança e ao ambiente, assim como desperdiçando menos, comprando menos descartáveis, evitando desta forma a geração de lixo. São passos importantes.

Fazer a opção pelo consumo responsável e sustentável é um direito de qualquer pessoa. Tanto pode ser realizado por um dona de casa para sua pequena família de 3 ou 4 pessoas, como pode ser a opção de um empresário responsável por uma grande empresa. Você sabia que em média gasta-se em um escritório 10 copinhos plásticos descartáveis por dia por pessoa? Por exemplo uma empresa com 2.500 funcionários chega a gastar 30 000 copinhos por dia! E na nossa casa também não desperdiçamos?

Exigir durabilidade de um produto (existem produtos que já são um lixo na hora da compra, não?) e comprar produtos reciclados de boa qualidade também são passos importantes. Ainda não temos todas as respostas mas já temos várias perguntas e respostas para algumas delas. Já é o começo do caminho.

Aprender a escolher e ajudar nossos filhos nessa atitude crítica e saudável, com certeza nos transformará em pessoas melhores e ampliará o nosso papel frente ao mundo, assim como nossa capacidade de agir e transformá-lo, melhorando a nossa a realidade e fazendo-nos parceiros do futuro.  

19 de fevereiro de 2013

ESTÁDIOS DE FUTEBOL SUSTENTÁVEIS PELA EUROPA


Estádios sustentáveis pelo mundo


Estádios sustentáveis pelo mundo
Há já vários exemplos na Europa de estádios amigos do ambiente, sobretudo aqueles que aproveitam a energia foto voltaica. O estádio Badenova, do Friburgo inovou neste conceito, seguido por outras arenas alemãs como as de Bielefeld, Nuremberga e Kaiserslautern (estas duas últimas acolheram o mundial). No Euro'2008, Áustria e Suíça também deram um bom exemplo de aproveitamento da energia solar com os estádios de Klagenfurt e Basileia, respectivamente. E o Mundial de 2014, no Brasil, a preocupação em construir estádios ecologicamente sustentáveis está subjacente em quase todos os projectos. Porém, há neste momento no mundo três grandes exemplos de estádios verdadeiramente excepcionais sob o ponto de vista de aproveitamento dos recursos naturais.
Uma bolha ambiental nos antípodas Só estará concluído em 2010, mas já dá que falar. O Estádio Rectangular de Melbourne, na Austrália, tem lugar para 30 000 espectadores, mas será uma novidade por outros motivos: É um exemplo em termos de sustentabilidade. A cobertura com vários segmentos de vidro permitiu que para a sua construção fosse necessária apenas metade do aço do que o habitual é gasto. Além do vidro, a novidade prende-se com a utilização de metal e grelhas na sua construção, de modo a diminuir o consumo de energia eléctrica. O estádio reaproveitará a água da chuva para abastecer as dependências internas.
Também se chama Parque dos Príncipes, mas não é em Paris. O primeiro eco-estádio inglês pertence ao Dartford, clube da VII divisão inglesa, e comporta 4000 espectadores. O recinto inaugurado em 2006 foi construído em materiais de madeira reciclada e tem dois lagos artificiais contíguos, cuja função é a de armazenar água da chuva para regar o relvado. Os lagos atraem também vida animal. A energia gasta é fornecida por painéis solares. Mas há outro aspecto que torna este estádio ainda mais "verde": A cobertura das bancadas é de… relva, que se confunde com a paisagem natural.
Neste estádio o dragão não está no nome, mas na forma. O recinto multi-usos da cidade de Kaohsiung é o maior da Formosa (Taiwan), com 40 000 lugares e tem uma particularidade: visto do céu parece um dragão da tradicional dança chinesa. Inaugurado em Junho para ser anfitrião dos Jogos Mundiais, que decorreram neste país, este estádio amigo do ambiente foi projectado pelo arquitecto japonês Toyo Ito e deslumbra pela cobertura em semi-espiral, composta por 8844 painéis solares assentes numa área de 15 000 m2. A energia chega para abastecer 3300 luzes e dois marcadores electrónicos.

15 de fevereiro de 2013

ARTE E SUSTENTABILIDADE


Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte


Para quem ama assistir Lixo Extraordinário, documentário sobre o trabalho em lixões do brasileiro Vik Muniz: existem muitos artistas, brasileiros e estrangeiros, que fazem excelente uso de lixo, transformando objetos descartados em obras de arte expressivas.
O mais interessante é que a maioria apropria-se da condição de “lixo” desses materiais – seja como memória do que foram um dia, ou pelo próprio fato de serem descartados, e, portanto, libertados de sua condição anterior.
Conheça esses dez artistas que reutilizam e reciclam, fazendo obras de arte impressionantes.


Sayaka Kajita


A artista japonesa Sayaka Kajita  cria figuras dinâmicas e cheias de poesia usando peças de plástico descartáveis, como colheres e copos. O mais impressionante é a sensação de movimento que temos observando suas esculturas, bem como suas formas, que ficam no limiar entre o orgânico e o artificial.

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

Ann P. Smith


A americana Ann P. Smith  dedica-se ao uso de peças de eletrodomésticos e eletrônicos descartados. Ela desmonta cada uma das máquinas, e reutiliza para criar suas esculturas-robôs, em forma de animais. Além de criar as peças, Ann ainda grava pequenos clipes de stop-motion com os robôs, em uma alusão ao ciclo natural de todos os materiais na terra.

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

Haroshi


O artista japonês Haroshi  empilha antigos skates para criar esculturas tridimensionais impressionantes, nas quais é possível notar as camadas coloridas sobressaindo-se. Às vezes, ele altera a forma que empilha as pranchas, criando novos padrões coloridos.

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte



 Jaime Prades


A gente já falou aqui do lindo trabalho Natureza Humana, do artista brasileiro Jaime Prades . As suas árvores, construídas a partir de pedaços de madeira recolhidos nas ruas, evocam a memória e o renascimento. A árvore, que virou móvel, que virou lixo, que virou árvore…

MSB Jaime Prado 2 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

MSB Jaime Prado 8 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

MSB Jaime Prado 13 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

Wim Delvoye


O belga Wim Delvoye  trabalha com uma ideia inusita: esculpir pneus usados, criando figuras belas e inesperadas. Ele esculpe a mão os delicados padrões florais, tornando um objeto descartado em um novo objeto decorativo. Wim também trabalha com outros objetos reutilizados, como botijões de gás (que acabam parecendo porcelana pintada).

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte
 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

Jane Perkins


A britânica Jane Perkins usa todo tipo de quinquilharia – de pedaços de bijouterias quebradas, botões, brinquedinhos de plástico, bolas de gude e grampos de cabelos velhos – para criar retratos de pessoas famosas. Ela usa esses pequenos objetos como reminiscências – as pessoas, como os retratos, são feitos de fragmentos de memória.

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

Jane Perkins 02 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

Paul Villinski


Paul Villinski , de Nova York, usa materiais descartados para criar figuras que evocam a liberdade. Com pares de luvas usados, cria belas asas, e com o que sobra das latinhas de cerveja, faz borboletas - segundo ele, a transformação do lixo em arte é uma forma própria de meditação.

screen capture3 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

screen capture 12 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

screen capture 22 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

David Mach


David Mach  também usa materiais inusitados em suas (gigantescas) esculturas – cabides velhos, fórforos, ou qualquer outro material usado que as outras pessoas poderiam tomar como lixo.

screen capture4 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

screen capture 13 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

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Erika Iris Simmons


Conhecemos a sério Ghost in the Machine, que reaproveita antigas fitas cassetes, através do Música Pavê . A norte-americana Erika Iris Simmons  utiliza esse símbolo do obsoleto para construir uma interessante metáfora, de como as fitas ajudaram a imortalizar o espírito dos ícones da música.

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte

 Arte Sustentável: 10 incríveis artistas que transformam lixo comum em arte


Robert Bradford


O artista Robert Bradford  já estava na nossa lista de artistas que criam arte com brinquedos. Mas é interessante notar que ele usa pequenos brinquedos velhos ou quebrados de seu filho para criar suas obras, explicando que o que mais gosta no trabalho é notar que cada pequena parte que constitui o todo tem uma história, um passado.

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