Pesquisar este blog

NOSSOS VISITANTES

Translate This page

12 de dezembro de 2012

ABSORVENTES: ELES POLUEM MAS EXISTE SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS PARA ELES #2


COLABORAÇÃO DE ALINE NASCIMENTO


COLETOR MENSTRUAL

O que é um Coletor Menstrual?

Em tempos de sustentabilidade e com a atual rotina das mulheres, estava mais que na hora de lançarem uma alternativa ecológica e prática para a higiene e proteção da mulher durante o período menstrual. Desenvolvidos originalmente na Europa, os coletores menstruais vêm encantando cada vez mais mulheres no mundo todo devido aos inúmeros benefícios que proporcionam. No Brasil, é fabricado atualmente pela marca Miss Cup.
O coletor menstrual possui um formato de sino ou taça e foi desenvolvido para coletar o fluxo menstrual internamente. Fabricado em silicone medicinal flexível (atóxico, translúcido e hipoalergênico) de altíssima qualidade, é pequeno e ajustável ao corpo da mulher, evitando desconfortos. Pode ser lavado e esterilizado, permitindo a reutilização. O período de duração do produto é de aproximadamente 10 anos, um benefício também econômico, dado seu baixo custo quando comparado ao que uma mulher gastaria comprando absorventes higiênicos durante todos esses anos. Acompanhando o produto, vem um saquinho apropriado para você carregar seu coletor para qualquer lugar.

Desenvolvido com o intuito inicial de minimizar o impacto ambiental, já que  uma mulher ao longo de sua vida fértil consome em média 10.000 absorventesgerando nada menos que 100kg de lixo, os quais demoram 100 anos para se decompor, os coletores menstruais vêm ganhando cada vez mais adeptas devido à praticidade e conforto que oferecem. Pensando em necessidades femininas como segurança, discrição, higiene e conforto, o coletor melhora a experiência da menstruação para as mulheres, trazendo benefícios tais como não sentir o incômodo de um absorvente, não limitar qualquer atividade física ou poder usar roupas mais justas e claras durante o ciclo.
Ao contrário dos absorventes comuns externos ou internos, o coletor menstrual não interfere na umidade natural da vagina, pois coletam o fluxo ao invés de absorvê-lo. Como o sangue não fica exposto e em contato com o ar, não há o surgimento de odores devido à proliferação de algumas bactérias que agem quando o sangue e o ar entram em contato. O coletor é posicionado no início do canal vaginal, ficando localizado no corpo um pouco abaixo que os absorventes internos (tampões).
O produto foi desenvolvido para mulheres de todas as idades e em dois tamanhos: A e B. Garante proteção por até 12 horas e não há risco de vazamentos, até mesmo para as mulheres que possuem fluxo muito intenso. Mesmo os coletores no tamanho menor possuem capacidade muito superior que a maioria dos tampões e absorventes convencionais.
A experiência de usar um coletor menstrual aproxima a mulher de sua feminilidade, sendo que muitas mulheres com dificuldades de relações sexuais têm sentido melhoras a partir do momento em que começaram a ter um conhecimento do próprio corpo e de si mesma. A experiência da menstruação passa a ser percebida com mais naturalidade, deixando de ser desprazerosa e inconveniente, como acontece com muitas mulheres.
Para as amantes da Mãe Terra e dos antigos rituais tradicionais de conexão com a Natureza, os coletores permitem que o sangue seja oferecido (derramado) à Terra, retornando ao corpo da Mãe e prosseguindo com seu ciclo, aumentando a intuição e conexão da mulher com seus ciclos naturais. Por ser isento de substâncias químicas em sua composição, o coletor não é testado em animais para avaliar as possíveis reações do organismo quando em contato com esses componentes, o que normalmente ocorre com os absorventes convencionais, por exemplo (sobre este assunto, mais detalhes no anexo 3 da norma federal da ANVISA – Portaria 1.480).

Benefícios

  • Economia – O custo de um coletor é superior ao de um absorvente convencional, mas este investimento inicial é dissolvido ao longo do tempo de uso, já que um único coletor substitui cerca de 5 mil absorventes. O silicone é durável e a validade do produto é de aproximadamente 10 anos (diversos fatores tais como: frequência e modo de higienização, ph vaginal e produtos de limpeza que são utilizados, também influenciam no tempo de duração). Recomenda-se a troca do coletor a cada 2 ou 3 anos, mas cabe à usuária decidir quando substituir seu coletor menstrual, já que o  prazo pode chegar a 10 anos. Diante de qualquer indício de deterioração, tais como alteração da cor, textura ou partes quebradiças, o coletor deverá ser substituído. Quanto uma mulher gastaria ao longo de toda a sua vida fértil comprando absorventes? Utilizando por apenas 5 ciclos, a mulher já recupera o investimento que realizou no coletor.

  • Consciência ambiental – Como os coletores são reutilizáveis, apenas o fluxo menstrual é descartado, diminuindo a produção de lixo. O algodão utilizado pela maioria dos fabricantes de absorventes é alvejado, o que pode ser muito prejudicial ao meio ambiente e deixa traços de dioxina (um possível carcinógeno) no algodão. Estima-se que durante toda a vida uma mulher gere, em média, 100 kg de resíduos por conta do uso de absorventes, sejam eles internos ou externos. O Silicone usado nos coletores é composto praticamente de silício, encontrado na forma natural na areia, no quartzo e nas rochas. O silício é depois do oxigênio o elemento mais comum na Terra e, após combinado com oxigênio, carbono e hidrogênio, transforma-se em silicone. O tempo de degradação do silicone no ambiente depende de diversos fatores, como temperatura e umidade do aterro sanitário.
  • Conforto – O coletor menstrual é feito de silicone macio e flexível, próprio para ser utilizado internamente no canal vaginal. Você vai colocá-lo e esquecer que está usando por até 12 horas (a proteção é garantida até 12 horas, porém recomenda-se fazer a higienização a cada 4 horas). O coletor não causa sensação de peso e não incomoda ao urinar. É discreto, molda-se ao corpo e evita o desconforto dos absorventes convencionais. O coletor também pode ser usado durante atividade física na água e fora dela, bem como ser usado antes do início da menstruação (ideal para mulheres com ciclos irregulares). Além disso, você não terá contato com o sangue na hora de higienizar.
  • Mais saúde – Feito de silicone medicinal (atóxico, translúcido e hipoalergênico) e de altíssima qualidade, o copo menstrual não resseca a vagina, por ser feito de silicone e não ter função absorvente. Os absorventes internos são feitos de algodão e mais 12 substâncias químicas que ressecam a flora (35% do que é absorvido é umidade do corpo e não sangue menstrual). Também não altera as condições de umidade, pH e flora vaginal. Os coletores também são a solução para mulheres alérgicas aos absorventes convencionais, que costumam ficar com a pele irritada por causa do contato direto do absorvente com a pele. Além disso, como não há proliferação de bactérias enquanto o sangue não entra em contato com o ar, não sentimos odor desagradável. Não há casos relatados de Síndrome do Choque Tóxico (sigla SCT, geralmente ligado ao uso de tampões tradicionais) em mulheres que usam o coletor.
  • Comodidade – Os coletores têm capacidade para um volume muito maior que os tampões ou absorventes comuns, permitindo um uso mais prolongado mesmo entre mulheres com fluxo intenso. Você terá a liberdade que precisa para o seu dia a dia sem se preocupar com a menstruação. É pequeno e pode ser carregado sempre na bolsa, evitando surpresas no seu cotidiano. É muito mais cômodo carregar um único coletor do que vários absorventes. É perfeito para ser usado também durante a noite e para praticar todos os tipos de esportes, tais como: nadar, fazer escalada, dançar, correr, mergulhar, fazer esportes radicais, yoga, etc, mesmo por mulheres que possuem bastante fluxo. Comporta um volume 3 vezes maior que um absorvente interno modelo super pode absorver, oferecendo a você mais tempo de proteção e conforto.

É fácil de usar?

É importante escolher o tamanho adequado do seu coletor. O tamanho A tem 4,3 cm de diâmetro e é recomendado para mulheres com mais de 30 anos ou que já tem filhos. O B tem 4,0 cm e é recomendado para mulheres com menos de 30 anos e que nunca tiveram filhos. A altura dos dois é a mesma, 7,2 com a haste (que tem 1,6 cm e serve para auxiliar na remoção do coletor, mas pode ser cortada do tamanho que melhor se adaptar ao seu corpo). A capacidade do coletor é de aproximadamente 30 ml.
A recomendação de tamanho é feita baseada na tonicidade do assoalho pélvico que naturalmente diminui e perde elasticidade com a idade ou com a gestação. A quantidade de fluxo e porte físico da mulher não interferem na escolha do modelo. Mulheres com fluxo intenso provavelmente farão a higienização com intervalo menor.
Colocar e retirar um coletor menstrual é mais simples do que parece e leva apenas alguns segundos. Ele deve ser inserido dobrado conforme as imagens abaixo. Sua flexibilidade permite que se abra e se molde perfeitamente ao corpo quando estiver completamente inserido no canal vaginal. Contudo, algumas mulheres preferem colocá-lo aberto, sem dobrar.


Certifique-se de que o coletor abriu-se completamente após a colocação. Dessa forma, não há vazamentos nem durante a noite ou praticando esportes. Se ele está aberto e no lugar correto, estará vedando toda a passagem do fluxo. A maleabilidade do material permite um ajuste perfeito ao corpo da mulher, formando um vácuo entre os músculos vaginais que impede qualquer vazamento. Quando colocado corretamente, você nem percebe que está no seu período menstrual. Depois de colocado, o coletor fica em posição mais baixa que um absorvente interno, aproximadamente 1 cm da entrada da vagina, o que facilita a remoção sem sujeira .

Depois de 4 a 12 horas, dependendo do fluxo, é só retirá-lo, esvaziar e lavar (ginecologistas normalmente recomendam a higienização a cada 4 horas). O coletor vem com uma haste que facilita a remoção, é só puxá-la devagar, removendo o vácuo formado. Para fazer a higienização, pode-se passar somente água até que todo o sangue seja removido ou lavar com um sabão neutro. Feito isso, o coletor pode ser colocado novamente. O líquido contido no coletor não sairá durante a remoção e você não terá contato com o sangue. Para as amantes da natureza, o sangue coletado pode ser jogado na terra ou em composteiras e plantas, já que é rico em proteína.
Os coletores menstruais são altamente higiênicos, pois o silicone é um material de fácil higienização e é transparente, o que facilita bastante a limpeza. Lave o coletor menstrual com água e sabão neutro de 2 a 3 vezes ao dia (ou seja, a cada retirada do produto para esvaziar o líquido) e enxague-o bem. Use somente água e sabão neutro, pois outros produtos podem danificar o silicone. Para armazená-lo, seque bem e coloque no saquinho que acompanha o produto. Não guarde em embalagens plásticas.
Entre um ciclo e outro, é recomendada uma limpeza mais cautelosa, como a esterilização do produto em água fervente por 5 minutos, deixando-o pronto para o uso no próximo ciclo.
O produto vem com um manual de instruções com orientações detalhadas a respeito da forma de uso e manutenção, bem como outros esclarecimentos.

 

ABSORVENTES: ELES POLUEM MAS EXISTEM SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS PARA ELES #1

COLABORAÇÃO DE ALINE NASCIMENTO - FONTE: BLOG LUNAS BIOABSORVENTES
Você sabia que cada mulher utiliza cerca 15 mil absorventes descartáveis em seu ciclo reprodutivo?

Estes contaminam nossos campos, rios e mares ao redor do mundo e demoram mais de 100 anos para se decompor.

Para entender a magnitude do problema ambiental causado por jogar absorventes descartáveis no lixo, vamos ver o seguinte exemplo:
Uma mulher utiliza em média 4 absorventes diários durante seu período, que dura cerca de 5 dias. Por mês ela utiliza no mínimo 20 absorventes, por ano 240!!!.

Dos 3 bilhões de mulheres que habitam o planeta, as que moram em cidades e tem entre 11 e 50 anos de idade, ou seja, menstruam, 1,8 bilhões utilizam absorventes descartáveis.




Isto significa que, por ano, no mundo, se JOGAM FORA aproximadamente 432 bilhões de absorventes no lixo, ou seja, 13.699 A CADA SEGUNDO!!!, sendo que esta cifra não leva em conta a população rural que, em muitos casos também as utiliza.

O principal problema com os absorventes descartáveis, é que se tratam de produtos que não são degradáveis, ou que sua degradação leva muito tempo por não serem feitos de materiais que podem se decompor e se tornar terra rapidamente. Grande parte desses materiais permanecerá por muitos anos em lixos, mares e campos, muito mais tempo que qualquer um de nós neste planeta.



Estatisticas feitas no Equador







O mundo descartável, ou seja, tudo que se joga fora sem importar as conseqüências, (sejam fraldas de bebês, pratos de festa, garrafas de água ou absorventes) é, sem duvida, um enorme contribuinte para o aquecimento global já que para fabricar a maioria destes produtos se utiliza petróleo e seus derivados.
Para saber mais sobre Lunas Bioabsorventes acesse o blog: www.lunasbioabsorventes.blogspot.com.br 


11 de dezembro de 2012

NÃO JOGUE LIXO NAS RUAS

Você está em seu carro, tranquilamente, pela cidade e ouvindo uma música legal. E, como a fome não tem hora pra chegar, leva sempre um pacote se salgadinho ou bolacha para socorrer! Após terminar com o lanchinho, você pega a embalagem e… joga pela janela? Não, né?
Então, o que fazer com essa sujeira? Ainda mais se você tiver acabado de lavar o carro? Tudo, menos jogá-la na rua. Só por que é feio? Não. Jogar lixo na rua pode causar muitos problemas para você, para o trânsito e para a sociedade de um modo geral!
Esse lixo, somado ao lixo que outras pessoas jogam de seus carros ou dos ônibus, acaba entupindo um bueiro ou “boca de lobo”. Aí já viu, né? “Seja feito o alagamento” a qualquer chuva que caia. Pra você, que está no trânsito, ele vai se tornar mais estressante e perigoso. Para a população em geral, significa ratos e outros animais saindo dos esgotos e a possibilidade de transmissão de doenças como a leptospirose, só para citar um exemplo.
lixo-na-rua
Quer mais? Então lá vai. E a poluição visual? Quer coisa mais desagradável do que andar por uma rua e ela estar cheia de sujeira e lixo espalhados por todo lado? E é muito feio sim olhar para um ônibus ou um táxi e ver lixo voando pela janela. E o cheiro de uma rua suja? Bem desagradável, né? Sem falar que uma sacola plástica ou uma lata de refrigerante, por exemplo, pode ser muito perigoso para os motociclistas.
Certos atos de gentileza são extremamente fáceis de praticar. Quer um exemplo que você pode começar agora mesmo? Leve para o seu carro um saquinho para colocar o seu lixo e o coloque em um local que não atrapalhe a direção. Acumule um pouco desses restos e, assim que parar em um lugar, esvazie o saquinho em uma lixeira de seu trabalho, de casa ou numa lixeira pública. Manter o seu carro limpo é importante para ajudar você a ficar mais à vontade ao volante. Outra dica? Procure reutilizar a mesma sacolinha sempre que possível. Assim, você pratica mais uma gentileza com a natureza.
Percebeu o quanto ter um simples saquinho no carro pode lhe tornar uma pessoa mais gentil?
Sem falar que os ônibus também têm lixeiras. Nada justifica então jogar o lixo no chão ou atirá-lo pela janela. Nas ruas, utilize também as lixeiras. Vale andar um pouco mais para dispensar seu pacote de salgadinho ou embalagem do sorvete. E por aí vai.
Muita gente cobra essa limpeza dos órgãos públicos, mas se esquecem que a mudança deve começar dentro de cada um. A gentileza nasce dentro das pessoas, e, quando elas querem ser gentis, passam a pensar mais nos bem estar dos outros.
Vamos ter a consciência de que, para praticar um Trânsito+gentil, além de trabalhar o autocontrole e a paciência, podemos evitar congestionamentos, acidentes e até doenças com um gesto simples. Que não jogar lixo na rua se torne um hábito de todos para um Trânsito+gentil!

ATITUDE SUSTENTÁVEL

Atitudes Sustentáveis


O termo Sustentabilidade está sendo muito usado devido aos problemas ambientais que estamos tentando resolver em todo planeta. Mas muitas pessoas ainda não sabem o que significa ter atitudes sustentáveis. O que isso significa? Que tipo de atitudes são essas e o que devemos fazer?

A palavra sustentabilidade é usada para descrever um modo de agir que seja “sustentável” para com os recursos de nosso planeta. Nas últimas décadas, nós temos usado mais recursos do que realmente são necessários. Ser sustentável para com o planeta, tomando atitudes sustentáveis, significa não gastar demais, permitir a renovação dos recursos e não destruir aqueles que existem na Natureza. Desse modo, as próximas gerações terão o mesmo bom nível de vida.
Para agir desse modo, é preciso tomar consciência de tudo o que você está usando em excesso. Gastar sem preocupação recursos que são escassos pode trazer consequências no futuro. Por exemplo, água é um bem muito precioso e, em alguns lugares do mundo, há realmente muita falta dela.  água. Também todo o produto que é produzido a partir da madeira deve ser gasto o mínimo possível. Reutilizar é o primeiro passo para passar a ter atitudes sustentáveis, mas também é importante que faça a reciclagem separando o seu lixo para que ele seja transformado e volte a ser utilizado de outra forma.
As empresas também podem tomar Atitudes Sustentáveis. Um dos principais gastos das empresas é o papel. Por vezes, é gasto mais do que é necessário e nem todas as empresas fazem a sua reciclagem. Por que não escolher um papel que já seja reciclado? Alertar seus funcionários para a necessidade de gastar menos e reciclar mais para evitar o abate de árvores, é uma boa atitude sustentável.
Pequenas coisas podem fazer toda diferença. As nossas atitudes podem ser pequenas mas, se todas as pessoas tomarem atitudes similares, essas terão grande impacto na nossa qualidade de vida nos próximos anos.

PESQUISA MOSTRA O IMPACTO DE MADEIRA EXTRAÍDA DA AMAZÔNIA


A derrubada de árvores na floresta amazônica por exploração convencional, legal ou ilegal, e sua transformação em tábuas, vigas, pranchas e outros formatos de madeiras serradas utilizadas na construção civil é responsável por algo entre 6,5 e 24,9 toneladas de dióxido de carbono (CO2) por metro cúbico de madeira serrada. Essa estimativa é uma das conclusões da dissertação de mestrado Emissão de CO2 da madeira serrada da Amazônia: o caso da exploração convencional, que foi realizada pela arquiteta Érica Ferraz de Campos na Escola Politécnica (Poli) da USP, sob orientação do professor Vanderley John. O estudo supera os levantamentos do gênero feitos até agora, uma vez que espelha a emissão de CO2 ao longo de todo o processo de produção da madeira serrada, do corte de toras até o seu transporte para o mercado consumidor.
O CO2 é um dos gases de efeito estufa e tem papel importante nas mudanças climáticas. Daí a relevância desta pesquisa, que foi baseada em dados de literatura e levantamentos feitos com empresas madeireiras, estes obtidos por meio de uma pesquisa de doutorado da arquiteta Katia Punhagui, que vem sendo desenvolvida no mesmo grupo de pesquisas da Poli.

Para chegar a essa conclusão, a pesquisadora analisou o processo produtivo da madeira serrada na Amazônia, isto é, a transformação das toras em tábuas, por exemplo. “Ele é constituído por quatro etapas: extração das árvores, deslocamento delas entre a floresta e a serraria, processamento das toras em produtos serrados e transporte delas ao mercado consumidor, com diferentes graus de impacto ambiental em cada uma”, explica. “Ao longo dessas etapas, o carbono é liberado principalmente como CO2, a partir da degradação de resíduos de biomassa, gerados na extração e no processamento, e da queima de energia fóssil.”

Segundo Érica, em cada hectare da floresta amazônica há entre 200 e 425 (média de 300) toneladas de biomassa seca (madeira livre de água, seca em estufa), que estocam de 98 a 208 (média de 147) toneladas de carbono. “Na exploração convencional, sem manejo, são extraídas de 3 a 9 árvores por hectare, o que representa entre 4% e 14% da biomassa dessa área”, conta. “Durante essa primeira etapa do processo, pode ser danificada de 7% a 33% da biomassa florestal para abertura de trilhas, derrubada e retirada da madeira comercial. Essa variação está principalmente relacionada à densidade da vegetação na floresta e procedimentos adotados pelo madeireiro. São resíduos como árvores destruídas, troncos quebrados ou ocos, pedaços de madeira sem aproveitamento comercial, galhos de pequeno diâmetro e folhas, por exemplo, que são abandonados na floresta, onde se decompõe, liberando CO2 para a atmosfera.”

Outras fontes de CO2
Na segunda etapa do processo, que ocorre nas serrarias, devido ao baixo aproveitamento delas, pelo menos 54% da biomassa das toras são transformados em resíduos, como pedaços de madeira, cascas, aparas e pó de serragem, que são queimados ou se degradam, transformando-se em outra fonte de CO2. Além disso, em toda a cadeia produtiva, é consumida energia fóssil, principalmente óleo diesel, para funcionamento de equipamentos, como motosserras, tratores, maquinário de processamento das toras e veículos de transporte, que levam as toras da floresta até as serrarias. É a terceira etapa, na qual também é liberado CO2, resultante da demanda energética.

Somando tudo, Érica estimou que, no total, esse processo produtivo libera entre 7,5 e 28,4 toneladas de dióxido de carbono por tonelada seca de madeira serrada. A esse valor, deve-se acrescentar o que é liberado na quarta etapa, que é transporte do produto entre a serraria e o mercado consumidor. Considerando-se a distância média percorrida legalmente com a madeira amazônica no Brasil, que foi estimada em 1.956 km, essa etapa libera mais algo entre 0,03 e 0,12 tonelada de CO2 por tonelada de tora processada.

Diante desses dados, Érica diz que o impacto da madeira amazônica serrada não pode ser desprezado, mesmo em casos de exploração legal. Extrapolando os dados de emissão unitária de CO2 para a quantidade de madeira consumida, estimamos que essa atividade pode ter representado entre 3,5% e 13,1% do total das emissões brasileiras de dióxido carbono (CO2) em 2005.

Para ela, o modelo convencional de exploração tem que ser revisto. “Políticas públicas, incentivos de mercado e iniciativas de mitigação precisam ser criadas com urgência, tanto para minimizar a liberação de CO2, como para promover a conservação da floresta”, defende. “Mas para isso são necessários mais estudos, principalmente que levantem dados da exploração manejada da floresta Amazônica, com o objetivo de medir e detalhar a contribuição de cada etapa do processo produtivo com maior exatidão, além de caracterizar a madeira de áreas com diferentes composições de vegetação e para diferentes modelos de exploração.” Na sua avaliação, informações sobre o impacto dos diversos materiais de construção são fundamentais para profissionais e consumidores gerenciarem a sustentabilidade no setor. “No caso do CO2, os dados podem ser incorporados em inventários de carbono de edifícios”, finaliza.

Fonte:

Agência USP