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7 de novembro de 2012

CARROS MAIS ECONÔMICOS E SUSTENTÁVEIS

A cada dia que passa, a tecnologia é mais desenvolvida, novos carros são criados e o preço de automóveis no mercado diminui, possibilitando que uma parcela maior da população obtenha seu veículo próprio.
Como o transporte público não é eficiente e não consegue atender de forma objetiva à maioria da população, comprar um carro não é luxo para abonados, mas necessidade primária para quase qualquer trabalhador.
Esses são os principais motivos para que as metrópoles tenham, literalmente dia após dia, suas ruas mais cheias de carros que poluem o meioambiente, despejando gás carbônico e consumindo petróleo, um recurso não-renovável.
Veículos Sustentáveis
Pensando nisso, existem já no mercado alternativas de carros sustentáveis, ou seja, que trazem menor impacto negativo ao meio ambiente e podem gerar economia a seus proprietários com o passar do tempo.
Os carros elétricos são normalmente adaptações dos já existentes e tem um custo elevado para a transição. São movidos por motores elétricos, impulsionados por baterias recarregáveis e que dispensam a utilização de gasolina. Eles são também mais silenciosos que os carros convencionais.
O marcador de combustível é igual nos dois tipos de veículos e se a bateria começa a ficar fraca, precisando de nova carga, o medidor do carro elétrico aponta para baixo, assim como a falta de gasolina, normalmente.
Fazendo uma média matemática, um quilômetro em um carro elétrico custa sete centavos, enquanto em um carro movido à gasolina vinte centavos. Aproximadamente três vezes mais barato. No entanto, as baterias duram por cerca de 30 mil km custam quatro mil reais.
Por tanto, na média final, o carro elétrico consome 22 centavos por quilômetro, dois a mais que os carros tradicionais. Porém, há de se considerar que o meio ambiente agradece a utilização de veículos ecológicos e que a tecnologia pode ainda ser mais desenvolvida, gerando menor consumo energético e tornando os carros elétricos mais interessantes também economicamente.
Existem ainda os carros movidos a biocombustíveis como cana-de-açúcar (o mais famoso), mamona, soja, mandioca e babaçu. Até mesmo montadoras de luxo como Ferrari e Lamborghini estão investindo na adoção de modelos sustentáveis que chegam a emitir 18% menos poluentes, no caso da Ferrari, e 35% no caso da Lamborghini.

RIO SÃO FRANCISCO PEDE SOCORRO

A degradação do rio São Francisco, artigo de José Eustáquio Diniz Alves
O rio São Francisco está pedindo socorro, mas ao invés de um projeto de recuperação e revitalização, a única grande obra do governo visa apenas sugar mais água do leito, por meio da transposição. O rio São Francisco foi fundamental para o desenvolvimento do Brasil e já está passando da hora de o país restituir, pelo menos em parte, o tanto que ele deu à nação.
Pelos livros de geografia sabemos que o Rio São Francisco tem 2,7 mil quilômetros de extensão, corta 5 estados Brasileiros (MG, BA, PE, AL e SE) e sua bacia abarca 500 municípios, com uma população aproximada de 15 milhões de habitantes. Mas pouco é divulgado sobre o estado de degradação por que tem passado esta bela obra da natureza e que tem milhões de anos de vida.
Da minha parte, só tenho boas lembranças do rio e dos seus afluentes. Nasci em Belo Horizonte e cresci me banhando na bacia do rio São Francisco. Desde criança aprendi a admirar as belezas das montanhas, das cachoeiras e da flora e fauna da região. Frequentei muito as cachoeiras de Brumadinho, Raposos, Sabará, Rio Acima, Itabirito e, principalmente, da Serra do Cipó e da Serra do Caraça. Como morei em Nova Lima, nas margens do ribeirão do Mutuca, conheci quase todas as cachoeiras da cidade, inclusive aquelas do distrito de São Sebastião de Águas Claras (Macacos, com sua igreja de 1718). Também trabalhei na UFOP e morei em Ouro Preto e conheci em profundidade a cachoeira das Andorinhas e as diversas nascentes do rio das Velhas – principal afluente do rio São Francisco. Além disto tenho amigos em Ouro Branco e Congonhas e cheguei a conhecer as nascentes do rio Paraopeba, outro importante afluente do Velho Chico.
Esta região montanhosa do quadrilátero ferrífero – onde brotam milhares de nascentes – começou a ser explorada há 300 anos, com a mineração do ouro, diamante e outros minerais. A vegetação nativa original foi praticamente destruída, pois a mineração deixou erosão e destruição dos solos e das fontes límpidas de água. Adicionalmente, o cultivo de alimentos, a criação de gado e a retirada de lenha ajudou a mudar o cenário natural da região, desmatando e danificando as nascentes dos principais afluentes do rio São Francisco. Nesta área, há uma forte presença de grandes mineradoras e diversas usinas, destacando-se uma grande fábrica de alumínio em Ouro Preto e uma grande siderúrgica em Ouro Branco.
Nestas cidades também há grandes carências de redes de esgoto e de coleta de lixo. Além das águas contaminadas pela lavagem de minério e dos efluentes industriais, oficinas mecânicas jogam graxa e óleo no leito dos rios que recebem também os esgotos urbanos, carcaças de animais mortos e resíduos sólidos do campo e da cidade. A erosão dos rios, o assoreamento e a poluição são evidentes a olho nu. Em Nova Lima, além das minerações, os condomínios de luxo e os clubes de lazer destroem a vegetação nativa e sugam as nascentes d’água, para consumo, os jardins e as piscinas. O Ribeirão Arrudas, que já foi o principal rio de Belo Horizonte, agora é um esgoto a céu aberto levando suas sujeitas para o rio das Velhas.
A degradação do rio São Francisco, artigo de José Eustáquio Diniz Alves
Esta é a realidade que conheci e vivenciei desde criança. Mas faltava conhecer as nascentes do Rio São Francisco na Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais. Finalmente em 2012 – ano que, de acordo com interpretações do calendário Maia, o mundo pode acabar – fui visitar esta região igualmente bonita e cheia de história. Fui antes que o mundo e/ou o rio acabem.
Cheguei ao Parque Nacional da Serra da Canastra pelo município de São Roque de Minas. O Parque foi criado em 1972 com o objetivo de proteger uma área de 200 mil hectares, mas somente 71.525 hectares estão demarcados, se restringindo às áreas acima de 900 metros dos maciços da Serra da Canastra (nome derivado da forma de baú ou canastra das rochas mais altas) e a Serra das Sete Voltas. Estes maciços dividem as bacias dos rios São Francisco e do rio Paraná. O alto das Serras possui vistas panorâmicas deslumbrantes, com centenas de cachoeiras e uma vegetação que varia de campos rupestres, áreas de cerrado e matas ciliares.
Com sorte e em horários adequados é possível observar animais selvagens, como tamanduá-bandeira, tatu-canastra, lobo-guará, veado-campeiro, onça, ema, carcará, etc. Mas, atualmente, os animais selvagens estão confinados às áreas do Parque, pois as cercas de arame farpado, os cachorros e as armas de fogo das fazendas impossibilitam a livre mobilidade daquelas espécies que já foram donas da região.
A degradação do rio São Francisco, artigo de José Eustáquio Diniz Alves
As condições naturais das nascentes da Serra da Canastra e arredores já foram muito alteradas (para pior). Em primeiro lugar, esta região pertencia aos índios Cataguases, que tinham fama de ferozes, mas foram dizimados pelo colonizadores portugueses, ainda no século XVIII, nos primórdios da ocupação da Capitania de Minas. Depois de eliminar os índios, diversos quilombos que se estabeleceram na região, foram igualmente eliminados.
A mineração e o garimpo provocaram muitos danos no passado. Mesmo com o maior controle atual, os impactos negativos das exploração mineral não são desprezíveis. A vegetação natural foi largamente substituída pelas plantações de café e pelas pastagens de gado (que tem possibilitado, além do desmatamento, a produção do famoso queijo canastra).
Evidentemente, a pecuária e as plantações de café, milho e até cana tiram água do rio e devolvem na forma de poluição e de agrotóxicos, com grande impacto ambiental. O nitrogênio encontrado nos fertilizantes quando chega ao rio, em grande quantidade, provoca zonas mortas e redução da biodiversidade. A introdução de espécies invasoras, como o capim gordura, a braquiária e outras gramíneas, contribuem para a destruição da rica flora da região. O Parque Nacional da Serra da Canastra sofre periodicamente com as queimadas e toda a região sofre com a perda das riquezas naturais e a agressão à flora e fauna provocada pelas atividades antrópicas.
A principal nascente do rio São Francisco brota no chapadão da Serra da Canastra e corre lentamente através de um relevo sinuoso até sua primeira queda na cascata Casca d’Anta (de cima), onde as águas começam a descida a uma altura de 340 metros até atingir a beira do paredão onde cai de um vão livre de 186 metros na cachoeira Casca d’Anta (de baixo). Até o lago (de cerca de 30 metros de profundidade) formado no fim destas primeiras cachoeiras, as águas são limpas e transparentes e se pode beber diretamente do rio.
Mas o quadro muda de figura quando chega a civilização com a agricultura petroficada, a pecuária e as cidades (com seus lixos, resíduos e esgotos). A cidade de São Roque de Minas (com 6.686 habitantes e 2.283 domicílios), onde fica a principal nascente do rio São Francisco, é um município que conta com diversas transferências federais (inclusive royalties das hidrelétricas) mas possui 10% do domicílios urbanos sem saneamento adequado, segundo dados do censo 2010, do IBGE. O quadro de falta de saneamento se agrava ao longo dos 500 municípios rio acima.
No conjunto, o rio São Francisco está sofrendo com o assoreamento, o desmate das matas ciliares, a erosão, o sobre uso das águas, os represamentos, a poluição dos esgotos e dos efluentes industriais, a contaminação de metais pesados e os agrotóxicos. A pesca predatória agrava a ameaça de extinção de peixes como o Surubin, o Dourado e outros peixes de piracema. A migração entre locais de alimentação e de reprodução é impedida pelas barragens hidrelétricas que são um dos principais obstáculos para a reprodução destes peixes.
O surubim já foi, em outras épocas, sinônimo de peixe do Rio São Francisco. Esta espécie é considerada, (pelos não vegetarianos) a mais nobre pelo sabor da carne, pela falta de espinhos pequenos e por facilitar o consumo até das pessoas que não costumam comer peixe com frequência. Este símbolo do rio da integração nacional é hoje uma raridade até mesmo em Pirapora (MG).
Por tudo isto, a situação do Rio São Francisco é desesperadora e piora à medida que crescem a população e a economia brasileira e mundial. Quanto maior é a demanda global por comida e commodities, maior é o sofrimento do rio e de seu entorno. Nos últimos anos, já se foram bilhões de reais para a transposição das águas do rio São Francisco e apenas uma fração destes recursos foi utilizada na revitalização. O projeto de transposição, além de estar atrasado, vai sair mais caro do que o previsto.
Sob o atual governo, os custos de transposição da água doce já ficaram 71% mais salgados. O empreendimento amplamente questionável do ponto de vista ambiental estava orçado em R$ 4,8 bilhões. Hoje, trabalha-se com a cifra de R$ 8,2 bilhões para uma obra que deve favorecer grandes exportadores de commodities agrícolas e muito pouco aos moradores do semiárido e do sertão nordestino. Mais uma vez a “industria da seca” canaliza recursos para uma minoria de políticos e empresários enquanto a população fica sem água e apenas com as caras e petroficadas cisternas de plástico.
Com um orçamento de R$ 8,2 bilhões se poderiam demarcar os 129 mil hectares (ha) do Parque Nacional da Serra da Canastra que faltam para completar os 200 mil ha do plano original, recuperar a Área de Proteção Ambiental da Cachoeira das Andorinhas, em Ouro Preto, e investir em saneamento básico e tratamento do esgoto nas 500 cidades da bacia do rio São Francisco.
Mas ao invés disto, a degradação do rio continua. O oxigênio está sendo reduzido pelo menor fluxo das águas e o maior influxo de poluição. As algas azuis (cianobactérias) transformam as águas em veneno, impróprias para consumo animal (inclusive dos humanos), além de provocar extensa mortandade de peixes. Mas toda exploração tem limites e um dia a água seca ou deixa de ser apropriada para o consumo. O rio São Francisco está ameaçado em seu fluxo natural de vida e não somente enquanto insumo para a vida humana.
Muito já foi escrito sobre as populações ribeirinhas e sobre a perda de atividades econômicas das cidades que vivem à beira do rio São Francisco e sofrem com a sua degradação. Indubitavelmente, a questão social é super importante e deve merecer a devida atenção da sociedade e das autoridades governamentais. Mas antes de tudo é preciso defender o rio pelo seu valor intrínseco e pela biodiversidade que ele comporta e transporta. As populações que vivem ao redor do rio, em última instância, podem migrar, mas o próprio rio, os peixes, as plantas e as aves endêmicas não podem se deslocar.
A água deveria ter o direito de ser limpa e livre. O rio deveria ter o direito de continuar limpo e livre. As espécies deveriam ter o direito à uma vida sã e livre. Para se aproximar destes princípios, o Velho Chico precisa mais do que nunca da atenção geral, para evitar que o rio da “integração nacional”, com toda a sua rica biodiversidade, sucumba em decorrência da ação humana e se transforme em um símbolo da vergonha da civilização nacional.

6 de novembro de 2012

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

Uma pergunta assalta e perturba muitos cidadãos conscientes, autoridades preocupadas com a situação do meio ambiente e as organizações que militam na área: Como garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades?
A resposta a essa pergunta atinge um caráter de urgência quando percebemos claramente os sinais de degradação e constatamos que o planeta sente, como nunca, o impacto do peso da vida humana e das ações predatórias longamente praticadas por nós. Manter as bases da economia e o estilo de vida das populações urbanas nos níveis atuais; onde o consumismo desenfreado e o descarte de grandes quantidades de materiais tóxicos e lixo é praticamente a ordem reinante e a lógica por trás de quaisquer ações humanas. Cedo ou tarde, os impactos desse modo de vida se tornarão irreversíveis e populações inteiras sentirão a mão pesada da natureza sobre suas vidas. Vencer as resistências locais e as políticas tradicionalmente aceitas como verdades absolutas; é a missão do novo pensamento que deve se espalhar e dominar as mentes e os corações dos “novos políticos” e do “novo cidadão”.
A grande realidade; é que para garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades, devemos praticamente abandonar o modo de vida que experimentamos até hoje e criar devida consciência nas massas e na classe dirigente de que a exploração desenfreada do meio ambiente só levará a destruição do planeta. Num sistema insustentável de produção, os recursos naturais planetários seriam exauridos muito rapidamente e proporcionariam problemas gravíssimos que seriam sentidos com um impacto devastados nos grandes aglomerados urbanos.
Fazer com que a aplicação de políticas garantidoras da sustentabilidade ambiental nas grandes cidades, representa uma realidade em que se leva em consideração à capacidade de reposição que o planeta tem de seus recursos e, ao mesmo tempo, manter medidas que permitam uma maior justiça social. As mudanças que já foram sentidas devem ser estimuladas e seus reflexos plenamente positivos em uma escala pequena; devem servir de exemplo para que nações e governos menores comecem a implementá-las e a sentir seus reflexos cada vez mais intensamente. Conseguir alterar as relações de consumo e educar a população para o real significado das políticas de conservação do meio ambiente pode ser a única forma de garantir a sustentabilidade ambiental de forma efetiva e com resultados em médio e longo prazo.
Fazer com que nossas populações questionem o seu modo de vida e fazê-las entender que se os recursos do planeta não tiverem “a oportunidade” de renovarem-se e de sustentarem-se sob a pressão de uma demanda constante de consumo exacerbado, a vida no planeta como a conhecemos acabará de forma dramática e somente através desse processo de conscientização poderemos garantir a sustentabilidade ambiental. O colapso das grandes cidades e os conflitos sociais e entre países serão inevitáveis e de proporções apocalípticas. Sendo os “vitoriosos” sobreviventes herdeiros de uma terra exaurida e devastada; incapaz de sustentar a vida e inútil para qualquer um de nós; ricos ou pobres.
Um dado estatístico pode corroborar muito bem essas relações problemáticas e perigosas entre populações urbanas e recursos naturais. Basta saber que para sustentar apenas um quarto da população mundial que habita nos países ricos, são necessários três quartos de todos os recursos naturais do planeta. Por essa simples constatação; pode-se perceber claramente que será impossível fornecer os recursos necessários para que todos os seres humanos possam atingir um padrão de vida razoável no ritmo de consumo atual. Somente com o desenvolvimento sustentável será possível garantir a sustentabilidade ambiental e com isso podermos reverter nossa atual situação.

1 de novembro de 2012

OITO AÇÕES PARA MUDAR O MUNDO


8 Jeitos de mudar o mundo

O que nós podemos fazer para mudar o mundo?


Reduzir a pobreza do mundo pela metade e salvar a vida de milhões de crianças e mães.
Garantir um futuro para crianças carentes, permitir que se desenvolvam, criem consciência e possam fazer algo por si mesmas.
Objetivos que parecem distantes, mas com soluções ao nosso alcance. Por meio de ações simples e com o envolvimento da sociedade é possível mudar esta realidade.
A Declaração do Milênio das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos reforçam que, em 10 anos, o mundo poderá ser bem diferente e melhor. Depende muito da mobilização das pessoas. Mais de 550 milhões de pessoas poderão ser removidas da extrema pobreza e mais de 300 milhões deixarão de passar fome. Além disso, progressos na área de saúde infantil salvarão milhões de crianças. As Metas do Milênio são conhecidas no Brasil como os "8 Jeitos de Mudar o Mundo” e fazem parte da política do Instituto Quadrix.
Veja como você pode fazer sua parte:
1. Erradicar a extrema pobreza e a fome
Reduzir pela metade o número de pessoas que sobrevivem com menos de 1 dólar por dia e que passam fome. Em tal condição precária, não há possibilidade para que as crianças vivam sua infância como deveriam: sem preocupações e com a mente ocupada pela imaginação.
2. Atingir a educação básica de qualidade para todos
No mundo existem 113 milhões de crianças fora da escola. O Brasil quase atingiu a meta ao incluí-las na escola, com mais de 57 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Mas o problema continua na baixa qualidade do ensino e nos poucos anos de estudo por pessoa. Nossas crianças apenas freqüentam as salas de aula, sem aprendizagem ou desenvolvimento. Devemos concentrar nossas ações nesse ponto, para que tenhamos adultos alfabetizados e capazes de contribuir para a sociedade.
3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia da mulher
Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres. A superação das desigualdades entre meninos e meninas começa no acesso à escolaridade formal. A educação é fundamental para habilitar as mulheres a exercerem papéis cada vez mais ativos, seja na área econômica, política, social ou de desenvolvimento pessoal.
4. Reduzir a mortalidade infantil
Todos os anos, 11 milhões de bebês morrem de causas diversas como subnutrição, doenças, falta de higiene e maus tratos. É um número alarmante, mas em queda desde 1980, quando as mortes somavam, inacreditavelmente, 15 milhões de crianças. Uma maior redução dessa estatística dependerá de muitos e variados meios, recursos, políticas e programas — dirigidos não só às crianças, como também a suas famílias e comunidades.
5. Melhorar a saúde materna
Nos países em desenvolvimento, as carências no campo da saúde reprodutiva produzem uma taxa de um óbito materno a cada 48 partos. A redução da mortalidade materna é um objetivo que depende, em grande parte, da promoção integral da saúde para as mulheres em idade reprodutiva. A presença de profissionais qualificados na hora do parto é um reflexo do desenvolvimento de sistemas integrados de saúde pública.
6. Combater a AIDS, a malária e outras doenças
Epidemias mortais vêm destruindo gerações e acabando com qualquer possibilidade de desenvolvimento em muitos lugares do planeta. Em todo o mundo, cerca de 39 milhões de pessoas são portadoras do vírus da AIDS. Por outro lado, a experiência de países como o Brasil, Senegal, Tailândia e Uganda demonstra que a expansão do HIV pode ser detida.
7. Garantir a sustentabilidade ambiental
Um bilhão de pessoas ainda não tem acesso à água potável. No entanto, no decorrer dos anos 90, quase o mesmo número de pessoas passou a ser beneficiada tanto com água potável como ao saneamento básico. A água e o saneamento são dois fatores ambientais chaves para a qualidade da vida humana. Ambos fazem parte de um amplo leque de recursos naturais que compõem o nosso meio ambiente e que devem ser protegidos.
8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento
Muitos países em desenvolvimento gastam mais pagando juros de suas dívidas do que investindo em causas sociais. Ao auxiliar na capacitação de profissionais que pensarão e negociarão as novas formas para conquistar mercados e tecnologias, abre-se um sistema comercial e financeiro não somente para grandes países e empresas, mas para uma concorrência verdadeiramente livre entre todos.

NORTE DE MINAS

Estamos chegando no norte de Minas.
Montes Claros, Januária e Bocaiúva agora vão conhecer a ONG Eu Posso!

30 de outubro de 2012

DEZ DICAS PARA AJUDAR O PLANETA... QUE VOCÊ PODE FAZER!

Existem algumas coisa que podemos fazer para ajudar com a melhoria de nosso mundo, nossa cidade ou até mesmo nosso bairro. Aqui vão algumas idéias retiradas de um blog que achei bem interessantes.
1 – Não dirija 1 em 5 dias : Durante a semana escolha um dia, apenas um dia para deixar o carro em casa. Converse com colegar de trabalho e se organize para irem juntos ao trabalho, assim você vai estar ajudando a diminuir a emissão de carbono no ar e melhorar a qualidade de nossa cidade.
2 – Mantenha sua geladeira cheia : Parece brincadeira mas não é. Um refrigerar vázio consome mais energia do que um cheio, se não puder manté-lo cheio de comida coloque garafas de água.
3 – Desligue as coisas : Sempre nos lembramos de desligar as grandes coisas de nossa casa mas a pequenas são sempre esquecidas mas, também gastam energia.
4 – Pare de enviar email ‘junk’ :Email sem importância são impressos constantemente em todas as partes do mundo, evitando enviar estes email você ajuda a não gastar papel.
5 – Leve suas próprias sacolas para o supermercado : Cada vez mais geramos plásticos e usamos cada vez mais em nossas compras de supermercado, podemos usar nossas próprias sacolas e ajudar a reduzir o consumo de plástco além disso, algumas lojas e supermercados já dão descontos para aqueles que levam suas próprias sacolas.
6 – Água a noite : Procure usar água para molhar plantas e jardins a noite, se você usar a noite a água vai evamporar menos e assim você consome menos água.
7 – Use suas máquinas a noite : Deixe para usar sua lava-roupe e lava-louça juntas durante a noite. As empresas de energia tendem a diminuir os valores de energia em horários fora do pico de uso, assim você economiza na conta e ainda ajuda a diminuir o consumo de energia.
8 – Use suas máquinas cheias : Esta dica é um complemento da anterior, use sempre suas máquinas cheias, assim você vai precisar usar menos as máquinas consumindo menos energia.
9 – Utilize ao máxino suas sacolas de lixo : Espere até ficarem cheias para poder jogar fora, cada socola a menos que você use ajuda a diminuir a quantidade de plástico nos lixões.
10 – Recicle : A grande maioria das cidades oferece programas de reciclagem. Recicle em todos os lugares, em casa, no trabalho em todos os lugares. Ajude a manter os programas de reciclagem, se em sua comunidade não tem programas de reciclagem dê início a um e faça o mesmo em seu trabalho.

Se você tiver alguma outra dica que acha que deveria esta nesta lista pode colocar nos comentários e vamos divulgar esta lista.

AJUDE RECILAR... VOCÊ PODE!


Feche os olhos e imagine sua cidade sem plantas nem vida, mas lotada de montanhas de lixo por todos os lados. Entendeu agora por que é importante aprender a reciclar?




Você já deve ter ouvido a palavra reciclagem, mas talvez, até agora, não saiba direito o que quer dizer. Ou, quem sabe, ainda não tenha idéia de quanto reciclar é fundamental para que o planeta Terra continue cheio de vida. Para entender melhor esse papo, imagine um vidro de maionese que, depois de vazio, se transforma em uma embalagem de molho de tomate que, por sua vez, vira garrafa de suco (ou volta a ser vidro de maionese). Você também pode acompanhar a viagem de uma caixa de sapatos que se juntou a uma embalagem de papelão mais algumas revistas e jornais antigos e acabaram todos se transformando em livros e cadernos. A reciclagem é exatamente isso: um processo industrial que transforma o lixo descartado (vidro, papel, alumínio, borracha, plástico) em um produto semelhante ao inicial ou em outro, como pneus velhos que atualmente são usados para fazer a pavimentação de ruas. O lixo também pode virar arte, sabia? Tem artista aproveitando jornais velhos para fazer belíssimas luminárias e até bijuterias.
A reciclagem começa em casa
Nessa altura da matéria, você pode estar se perguntando: “Qual a vantagem de usar um caderno de papel reciclado se posso comprar um novo, mais bonito?”. Com um simples ato como esse, você contribui com várias coisas. Por exemplo:
• Ajuda a diminuir a quantidade diária de lixo no país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cada brasileiro produz 800 g de lixo por dia. Isso quer dizer que diariamente são recolhidas mais de 228 mil toneladas. É lixo que não acaba mais!
E grande parte dessa montanha vai parar nos lixões, na rede de esgotos e galerias das cidades, nos córregos e onde mais houver gente com o (péssimo) hábito de jogar lixo em qualquer lugar. Na verdade, essas pessoas nem têm idéia do mal que fazem a elas mesmas, aos seus filhos e à natureza.
Além disso, a reciclagem contribui para...
• Diminuir a poluição do solo, da água e do ar.
• Melhorar a limpeza da cidade e evitar enchentes.
• Preservar muitas árvores. Reciclar uma tonelada de papel significa poupar a vida de 54 árvores de pínus ou 34 eucaliptos com 12 metros de altura, que deixarão de ser cortadas e encaminhadas para as fábricas de papel.
Isso serve, isso não serve
Quem quiser entrar nessa onda de salvar o planeta de tanto lixo precisa conhecer duas regrinhas básicas:
• O lixo de casa deve ser separado. Ou seja, papéis, jornais, embalagens de papelão e revistas, por exemplo, devem ser colocados em um saco; os vidros, em outro, as latinhas de alumínio, em outro. De preferência, nenhum lixo reciclável deve ser jogado fora com restos de comida. Depois de tudo separado, peça a seus pais que entreguem o lixo nos postos de recolhimento de sua cidade.
• Nem tudo que é feito de papel ou vidro pode ser reciclado. Veja alguns exemplos do que pode e não pode ser separado para a reciclagem:
Papel
Pode — Caixas de papelão, jornais, revistas, impressos em geral, fotocópias, rascunhos, envelopes, papel timbrado, embalagens longa vida, cartões, papel de fax.
Não pode — Papel higiênico, papel-carbono, fotografias, fitas e etiquetas adesivas.
Vidro
Pode — Garrafas de bebida alcoólica e não alcoólica (refrigerantes, cerveja, suco, água, vinho, etc.), frascos em geral (molhos, condimentos, remédios, perfumes e produtos de limpeza), potes de produtos alimentícios, vidros de automóveis.
Não pode — Espelhos, vidros de janela e de box de banheiro, lâmpadas, cristal, ampolas de remédios, fôrmas, travessas e utensílios de mesa de vidro temperado, tubos de televisão e válvulas.
Quanto tempo dura o lixo?
Alguns materiais que jogamos fora chegam a durar uma eternidade. Dê só uma olhada em quanto tempo alguns tipos de lixo levam para se decompor na natureza e pense 200 mil vezes antes de jogar qualquer coisinha na rua, na praia, no mato...

28 de outubro de 2012

Sustentabilidade: Jovem cria ONG para disseminar conhecimento

 
Disseminar pequenas ideias e transformá-las em ações que vão fazer diferença na vida das pessoas. Este é o ideal de um jovem de 25 anos que acredita ser possível mudar comportamentos por meio da informação e da adoção de atitudes simples no dia a dia. O primeiro resultado aparece em uma escola que abraçou uma dessas ideias e já colhe os primeiros frutos.


Fábio de Oliveira é técnico agrícola e presta assessoria ao projeto de horta orgânica da Escola Estadual Ignácio Paes Leme

Fábio de Oliveira Neves é técnico agrícola e em março de 2011 criou uma ONG chamada Eu Posso para falar de ações possíveis de serem realizadas individualmente e coletivamente em benefício do meio ambiente e das pessoas. Ele convidou outros jovens para ajudá-lo e conseguiu reunir sete integrantes, todos com idade entre 25 e 30 anos.

“A gente acaba jogando a responsabilidade para o outro, para os políticos e isso deve vir da gente. Eu posso ter horta orgânica, economizar água no banho, tirar a TV do stand by, ajudar o outro, enfim, existe uma infinidade de coisas que eu posso fazer. Com minhas atitudes eu posso mudar o mundo.”

Ele trabalha o dia todo e, à noite, com um integrante da ONG visita empresas, escolas, associações de bairros e outras ONGs. Nesses encontros os dois falam sobre reciclagem, economia doméstica, consumo consciente, alimentação saudável, meio ambiente e ensinam como aplicar conceitos na prática. Os demais integrantes ajudam na divulgação das ideias em redes sociais e na mídia. “A gente leva sugestões que podem dar certo, de acordo com a realidade de cada comunidade”, disse Fábio Neves.

Na ONG Eu Posso, composta por profissionais das áreas de meio ambiente, biologia, enfermagem, agricultura e educação, cada um contribui com informações sobre suas áreas de atuação e que formam os conteúdos das palestras. Além disso, a organização se baseia em literatura especializada sobre cada tema a ser tratado. “O mundo ainda é carente de boa informação e a gente quer levar isso às pessoas.”

Palestra origina horta orgânica

Na Escola Estadual Ignácio Paes Leme, no bairro Martins, os alunos desenvolvem trabalhos sobre vários temas ligados à sustentabilidade como parte do currículo. Questão energética, seleção dos resíduos, economia de água são alguns deles.

Estimulada por uma palestra do técnico agrícola Fábio Neves, fundador da Ong Eu Posso, a escola adaptou um projeto de horta em sistema de mandala para outro de agricultura sustentável. “O pequeno espaço não seria viável para uma mandala”, disse o professor Leandro Ferraz, que acompanha os alunos no projeto.

Com as informações e o apoio técnico da Ong, a antiga plantação foi transformada em uma horta orgânica, cuja manutenção é feita pelos estudantes. “A escola quer incentivar os alunos para que sejam multiplicadores e levem os conceitos para vizinhos, amigos, e até cultivem horta em casa”, afirmou o professor.

Segundo ele, um dos aspectos mais importantes do projeto é a conscientização sobre a importância de se consumir alimentos mais saudáveis. “Mesmo que encontre dificuldade para cultivar em casa, pelo menos ele vai ter a preocupação com os locais e a origem dos alimentos para o consumo da sua família.”

Projeto de horticultura sustentável envolve 40 estudantes


Crianças colocam a mão na terra e se dedicam ao projeto voluntário

Se a mente jovem é uma esponja que absorve facilmente novos conceitos, na turma de 40 alunos do segundo ano do ensino médio da Escola Estadual Ignácio Paes Leme, da qual faz parte Ana Carolina Ribeiro, de 17 anos, o projeto de horticultura sustentável foi bem recebido. Ela e os colegas de sala estão empenhados no cultivo das hortaliças.

“É a primeira vez que a turma está fazendo isso. O projeto saiu de um trabalho valendo nota e ganhou essa dimensão. Ninguém tem experiência, mas acabou gostando”, disse a estudante, enquanto arrancava ervas daninhas do canteiro de couve para “ajudar as plantas a crescer melhor”.

Colocar a mão na terra tem sido “muito legal” para Ana Carolina. Além disso, o conhecimento que está adquirindo ela não guarda só para si. “Aqui na escola, eu tento mostrar para os alunos que é muito mais saudável o alimento orgânico, que não causa prejuízo à nossa saúde. Na casa da minha avó, da minha mãe, eu sempre falo sobre isso também.”

22 de outubro de 2012

PALESTRA NA ALGAR TECNOLOGIA






 
Estivemos no Anfiteatro da Algar Tecnologia (Uberlândia - MG) com funcionários da empresa, parentes e amigos em uma noite que certamente não vou esquecer nunca, e que com certeza também será sempre lembrada pelas pessoas que lá estiveram conosco.
Nos reunimos para falar que é possível mudar e transformar o mundo apenas com nossas atitudes, e que nós somos os responsáveis pela conservação do nosso meio ambiente, o mundo é nosso e nos cabe o dever de preserva-lo para que aqueles que virão depois de nós possam viver com saúde e alegria e quem sabe até desfrutar de um mundo muito melhor do que o que desfrutamos hoje. Todos participaram com muita alegria e entusiasmo, senti uma energia positiva muito forte entre nós nesta noite, e que esta alegria e entusiasmo se mantenha no dia a dia de todos.
Agradeço a todos que estiveram presentes.
Um muito obrigado à Estela e à Ana Tenório que tornaram possível esta noite.


Leandro Ferraz e Fábio Neves


Estela e Fábio Neves
 




10 de outubro de 2012

MOTO ELÉTRICA: POTENTE, ECONÔMICA E SUSTENTÁVEL

Engana-se quem pensa que somente os carros entraram na onda sustentável com a modalidade elétrica. Agora, as motocicletas seguem pela mesma estrada, como a 2012 Zero S, que chega ao Brasil com cheiro de novidade.


Com a carga completa – que tem duração de seis horas – a moto pode andar até 160 quilômetros! A vida útil da bateria também é longa: a estimativa é que ela limite-se a três mil ciclos completos de carga, ou seja, suporta até 495.000 quilômetros sem precisar de reparos!
Se você acha que vai perder em velocidade, pode tirar seu cavalo (ou melhor, moto) da chuva: de acordo com a fabricante, o modelo pode chegar até 140km/h! A moto conta ainda com um sistema de reaproveitamento de potência, que faz com que a energia armazenada nas frenagens possa ser reutilizada na aceleração.


Ao ligar a moto você já vai estranhar: não há partida e não existe ruído, já que o motor elétrico ser alimentado por uma bateria de íons de lítio.
A potência máxima não é grande coisa, mas se mantém à proposta de ser diferente e eficaz: 25 cavalos a 3.050 rpm. Gostou da moto? O preço médio dela é de R$ 29 mil.
Solte a gravata, coloque o capacete e boa aventura!

RECICLAGEM DE BITUCA DE CIGARRO




Bituca de cigarro é reciclada e transformada em papel

Mesmo quem não fuma pode utilizar esse lixo considerado tóxico para produzir papel e até mesmo obras de arte.

Um dos lixos mais comuns em todo mundo é a bituca. Jogada irresponsavelmente pelos fumantes, esses pequenos restos de cigarro podem prejudicar muito o meio ambiente.
Mas há solução para isso, ou pelo menos para boa parte. A reciclagem dessas guimbas pode ser feita em casa, reaproveitando 100% desse material.
O processo para reciclagem está em desenvolvimento desde 2004, pela Universidade de Brasília (UnB) e consiste basicamente em transformar esse lixo em papel.


Para isso, basta misturar as bitucas com soda cáustica e água oxigenada, depois cozinhar. Após esse cozimento, é só espalhar a pasta resultante e esperar secar. Esse método de reciclagem foi criado por Marco Antônio Barbosa Duarte, então aluno de Biologia da UnB.
Suzana Jardim está envolvida com a reciclagem dos restos de cigarro desde fevereiro deste ano. Ela realiza o reaproveitamento seguindo processos naturais e ministra cursos para ensinar e disseminar essa prática.
A empresária paulista utiliza um método natural para realizar a reciclagem, segunda ela é “receita da vovó”, pois não é utilizado nenhum produto químico, nem mudanças de temperatura.
O curso tem duração de três horas, caso seja individual, ou cinco horas se for em grupo e as aulas são exclusivas para maiores de 18 anos.
“Não permito que menores de idade façam uso porque mesmo que o processo que criei não seja químico o produto em questão é”, explica Suzana.
Segundo ela, após o curso a pessoa sai apta a aplicar o que aprendeu de forma logística. “Encontrei o caminho de potencialização curricular para quem o aprende assim a pessoa também poderá ser beneficiada em empregos e inserção de grupos em área de ação em reciclagem”, conta.
O resultado do processo é o papiro, uma obra de arte contenporânea. As imagens podem ser vistas em seu site.
Mas essa não é a única opção para as bitucas, Suzana está buscando outras maneiras de utilizar esse lixo.
“O papiro é uma solução que a artola reciclada Zaza Jardim encontrou. É uma das finalidades que esse resíduo possui. Estamos desenvolvendo um trabalho de pesquisa para verificar outros usos desse resíduo que é um algodão kraft sem cheiro”, afirma a empresária.
O processo de reciclagem desses restos de cigarro é chamado pela empresária de Biotuca.
“O nome Biotuca dará autonomia para a análise de re-uso do resíduo como matéria-prima para outros fins, e finalmente incluir a Bituca de Cigarros na lista de produtos recicláveis”, explica.
Em parceria com a Rede Ambiental Global Made In Forest, Suzana irá expor seu trabalho na Eco Bussiness, que acontece do dia 31 de agosto a 2 de setembro, no Centro de Convenções Imigrantes.
Mais informações sobre o curso pelo e-mail reciclagemdebitucas@yahoo.com.bR

9 de outubro de 2012

POLUIÇÃO DO AR

A partir de meados do século XVIII, com a Revolução Industrial, aumentou muito a poluição do ar. A queima do carvão mineral despejava na atmosfera das cidades industriais européias, toneladas de poluentes. A partir deste momento, o ser humano teve que conviver com o ar poluído e com todas os prejuízos advindos deste "progresso". Atualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem os efeitos daninhos da poluição do ar. Cidades como São Paulo, Tóquio, Nova Iorque e Cidade do México estão na lista das mais poluídas do mundo.
Geração da poluição 
A poluição gerada nas cidades de hoje são resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis como, por exemplo, carvão mineral e derivados do petróleo ( gasolina e diesel ). A queima destes produtos tem lançado uma grande quantidade de monóxido de carbono e dióxido de carbono (gás carbônico) na atmosfera. Estes dois combustíveis são responsáveis pela geração de energia que  alimenta os setores industrial, elétrico e de transportes de grande parte das economias do mundo. Por isso, deixá-los de lado atualmente é extremamente difícil.
Problemas gerados pela poluição 
Esta poluição tem gerado diversos problemas nos grandes centros urbanos. A saúde do ser humano, por exemplo, é a mais afetada com a poluição. Doenças respiratórias como a bronquite, rinite alérgica, alergias e asma levam milhares de pessoas aos hospitais todos os anos. Outros problemas de saúde são: irritação na pele, lacrimação exagerada, infecção nos olhos, ardência na mucosa da garganta e processos inflamatórios no sistema circulatório (quando os poluentes chegam à circulação). Em dias secos e com poluição do ar alta, é recomendado beber mais água do que o normal, evitar atividades físicas ao ar livre, utilizar umidificador dentro de casa (principalmente das 10h às 16h) e limpar o chão de casa com pano úmido). 
A poluição também tem prejudicado os ecossistemas e o patrimônio histórico e cultural em geral. Fruto desta poluição, a chuva ácida mata plantas, animais e vai corroendo, com o tempo, monumentos históricos. Recentemente, a Acrópole de Atenas teve que passar por um processo de restauração, pois a milenar construção estava sofrendo com a poluição da capital grega. 
O clima também é afetado pela poluição do ar. O fenômeno do efeito estufa está aumentando a temperatura em nosso planeta. Ele ocorre da seguinte forma: os gases poluentes formam uma camada de poluição na atmosfera, bloqueando a dissipação do calor. Desta forma, o calor fica concentrado na atmosfera, provocando mudanças climáticas. Futuramente, pesquisadores afirmam que poderemos ter a elevação do nível de água dos oceanos, provocando o alagamento de ilhas e cidades litorâneas. Muitas espécies animais poderão ser extintas e tufões e maremotos poderão ocorrer com mais freqüência.
Soluções e desafios
Apesar das notícias negativas, o homem tem procurado soluções para estes problemas. A tecnologia tem avançado no sentido de gerar máquinas e combustíveis menos poluentes ou que não gerem poluição. Muitos automóveis já estão utilizando gás natural como combustível. No Brasil, por exemplo, temos milhões de carros movidos a álcool, combustível não fóssil, que poluí pouco. Testes com hidrogênio tem mostrado que num futuro bem próximo, os carros poderão andar com um tipo de combustível que lança, na atmosfera, apenas vapor de água.
Curiosidades:
- Cidades do mundo com o ar mais poluído: Pequim (China), Karachi (Paquistão), Nova Délhi (Índia), Katmandu (Nepal), Lima (Peru), Arequipa (Peru) e Cairo (Egito)
- Cidades do mundo com o ar mais limpo: Calgary (Canadá), Honolulu (Estados Unidos), Helsinque (Finlândia), Wellington (Nova Zelândia), Mineápolis (Estados Unidos) e Adelaide (Austrália).
- 14 de agosto é o Dia de Controle da Poluição Industrial.

25 de setembro de 2012

BIODIESEL


Combustível limpo para o transporte sustentável

Esta é a atual busca de companhias de petróleo que ao se reestruturarem para atender um novo perfil de empresas de energia, visualizam a perspectiva da finitude dos combustíveis fósseis e cada vez mais a urgência em zelar por questões ambientais.

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Esta é a atual busca de companhias de petróleo que ao se reestruturarem para atender um novo perfil de empresas de energia, visualizam a perspectiva da finitude dos combustíveis fósseis e cada vez mais a urgência em zelar por questões ambientais. Neste cenário aparece o biodiesel, também chamado “combustível verde”, uma evolução na tentativa de substituição do óleo diesel mineral por um óleo originário da biomassa, através do aproveitamento de óleos vegetais “in natura”.

Com a necessidade de fontes de energia renováveis, os planejamentos das corporações dão indícios de novos elementos que devem assumir papel crescente na matriz energética mundial, como o caso da PETROBRAS que planeja no período de 2004 à 2010 a comercialização do biodiesel..

Hoje, a matriz energética do Brasil é o petróleo com 43,1% e o óleo diesel a matriz dos combustíveis líquidos com 57,9%, havendo destes, 10% de dependência externa. Assim, o biodiesel passa a ser do ponto de vista econômico a oportunidade de substituição das importações pela possibilidade de exportação viabilizada inicialmente através do grão da mamona que possui 75% de óleo extraível, podendo assim contribuir de forma direta e expressiva para a independência energética brasileira.

Existem hoje no Brasil diversas experiências relativas ao uso do biodiesel, originário de óleos novos, extraídos de vegetais e usados, proveniente de restaurantes. Por ser um país rico em oleaginosas o Brasil tem um grande potencial a ser explorado, tanto em relação ao aproveitamento energético de culturas temporárias e perenes, quanto ao aproveitamento energético do óleo residual, porém para que seja implantado, conforme determina a ANP (Agência Nacional de Petróleo), são necessários testes para homologação de combustíveis não especificados.

Desde 1998 são realizados testes que comprovam diversas vantagens do biodiesel, entre elas, a adaptabilidade aos motores do ciclo diesel pois enquanto a utilização de outros combustíveis limpos como o gás natural ou o biogás requer adaptação dos motores, a combustão do biodiesel pode dispensar alterações, configurando-se em uma alternativa técnica capaz de atender toda a frota já existente movida a óleo diesel.

Estudos e planejamentos estão sendo realizados para que a partir de 2005 seja aplicada no Brasil a mistura B2 (2% de biodiesel) e assim, o governo pretende regulamentar um aumento deste percentual anualmente, como mostra a tabela abaixo.
Ano 2005 2006 2007 2008 2009
% mistura 22,753,54,255

Para os centros urbanos, que têm a poluição como uma mazela da sociedade contemporânea baseada em combustíveis de origem fóssil, a substituição do petrodiesel pelo biodiesel, ou seja, uma alteração na matriz energética veicular, possibilita um transporte rodoviário de passageiros e de carga, mais limpo resultando numa qualidade de ar significativamente melhor, com isso o gasto do governo com tratamento de doenças causadas ou agravadas por substâncias nocivas lançadas na atmosfera tende a diminuir.

Já é possível visualizar este resultado em paises como a Itália e França que iniciaram estudos com biodiesel no inicio da década de 1980 e hoje o utilizam como fonte regular de combustível. Outro exemplo mundial é a Alemanha, onde atualmente existe uma frota de veículos leves, coletivos e de carga que utilizam biodiesel puro, obtido de plantações específicas para fins energéticos.

No Brasil o uso do biodiesel está alicerçado em três pilares: social, ambiental e mercado. A implementação de um programa energético como este, levando-se em conta o aproveitamento dos óleos vegetais, abre oportunidades para grandes benefícios sociais decorrentes do alto índice de geração de emprego, culminando com a valorização do campo e a promoção do trabalhador rural além da demanda por mão-de-obra qualificada. Estima-se que com um investimento de US$228,3 milhões serão gerados 1.350.000 novos empregos, conforme apresentação da ministra Dilma Rousseff do Ministério de Minas e Energia em seminário sobre matriz energética promovido pela Anfavea.

As regiões norte e nordeste estão diretamente ligadas ao vetor social deste programa que permite explorar potencialidades locais reduzindo as diferenças regionais, 350 famílias já estão assentadas no Canto do Buriti, Piauí, em uma área de 10.000 ha organizada em 16 células, cada célula com 35 lotes, onde está sendo desenvolvida a plantação de mamona para produção do biodiesel estimada em 25 milhões de litros/ano.

Além do alto poder calorífico, os óleos vegetais possuem características raramente encontradas em outros combustíveis tais como, ausência de enxofre e a não geração de poluentes para produção industrial, o que une a busca por alternativas energéticas à preocupação ambiental.

Assim, é possível concluir que o biodiesel é um combustível sustentável, capaz de auxiliar efetivamente e a curto prazo a obtenção de um transporte sustentável, envolvendo portanto, aspectos de natureza social, estratégica, econômica e ambiental.

NOSSO ETANOL É SUSTENTÁVEL?


Para abordar a questão levantada no título, precisamos examinar três perguntas. O que é ser sustentável? A que distância está o etanol dessa condição? O que faremos para chegar lá? Nenhum produto ou empresa pode sustentar-se isoladamente. É preciso que sua cadeia de valor se sustente. Por sua vez, a cadeia de valor depende da sociedade. E a sociedade, de quem depende? Dos sistemas naturais. Já que tudo está interligado, ser sustentável no caso do etanol é contribuir com a sociedade, ajudando-a a respeitar as regras do jogo do planeta. Se o uso do combustível de cana nos ajudar, que se fortaleça cada vez mais.
Além de viável economicamente, nosso etanol é menos poluente, pode ser produzido com razoável preservação da biodiversidade e até, em alguma medida, provir da agricultura familiar – temos exemplos no Brasil. E a questão da segurança alimentar? Vejamos alguns números: os canaviais ocupam o equivalente a 1% da área das propriedades rurais, 2,3% das áreas de pastagem, 5% da área cultivada nacional e 0,5% da superfície total do País.
Considerando a subutilização das áreas agrícolas, há ainda bastante espaço para crescer sem afetar a disponibilidade de alimento. E o desmatamento? Pelos mesmos números, vemos que o etanol pode aumentar muito apenas em áreas agrícolas subutilizadas, sem avançar sobre a mata.
E como saberemos a que distância da sustentabilidade está nossa produção de etanol? Para responder a esta segunda pergunta, precisamos de sistemas de certificação que identifiquem o que ocorre nos sistemas produtivos. Apesar da superioridade do álcool de cana-de-açúcar em relação ao de outras culturas, a postura dos produtores não é homogênea. Há fazendas ecologicamente tão ajustadas que chegam a atrair e abrigar animais ameaçados. Mas não são muitas.
Algumas usinas preparam os funcionários para a crescente mecanização. Outras, porém, nem os registram. Há ainda as denúncias de trabalho análogo ao de escravo que continuam a surgir em diversos setores do agronegócio e incluem o de etanol.
Alguns produtores mantêm áreas de reserva e preservação, respeitando a lei. Outros a combatem. A redução ou mesmo a eliminação do uso de agrotóxicos ocorre, mas não é regra. Em resumo, para o consumidor saber o que está comprando só há uma solução: conhecer a origem do produto. A melhor forma de fazê-lo? Exigindo certificado.
Vários institutos de pesquisa, empresas privadas, mesas-redondas e governos vêm se envolvendo na qualificação da produção de etanol. Os critérios da mesa-redonda organizada pela Escola Politécnica Federal de Lausanne, por exemplo, abrangem os biocombustíveis de forma genérica e, com isso, contemplam o etanol.
Os critérios Better Sugar Cane Initiative (BSI), com uma boa diversidade de participantes, tratam da cana-de- açúcar. A organização não governamental Rainforest Alliance estabeleceu critérios para o tema, definidos com muito cuidado. O Inmetro também tem desenvolvido um sistema com a participação de especialistas renomados. Quanto ao benefício climático do etanol brasileiro, o professor Isaias Macedo, do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe), da Unicamp, mostrou que é inigualável. Além disso, algumas iniciativas empresariais trazem transparência a esse mercado. Entre os muitos critérios já existentes ou por nascer, ainda não se sabe qual será adotado de forma ampla.
Mas algum deles nos ajudará a conhecer a distância que separa a produção de etanol da sustentabilidade, caso a caso.
Como estamos falando em soluções, vamos à terceira pergunta: qual a estratégia para chegar à sustentabilidade? Vejamos três pontos importantes: para que os sistemas de certificação sejam de fato aplicados, o fator fundamental é a demanda. É preciso que os compradores exerçam a responsabilidade de procurar etanol de acordo com certas características, sob os pontos de vista de qualidade do produto e da produção.
Quanto mais diversas as partes envolvidas na definição dos critérios para atestar a qualidade, tanto melhor. Para oferecer seus benefícios às prementes questões de energia e clima, o etanol precisa ser usado de forma ampla. Ou seja, tornar-se uma commodity global.
Além disso, um mercado internacional grande e sustentado beneficiaria o Brasil, que exportaria mais etanol e tecnologia. Se ajudasse, portanto, países da África e da América Latina a produzir o álcool com critérios de sustentabilidade, o Brasil estrategicamente ajudaria a si mesmo. Ao mesmo tempo, alguns dos povos mais sofridos do mundo teriam grande oportunidade de melhorar suas condições econômicas e de vida. O clima do planeta agradeceria.
Os europeus questionam a sustentabilidade do nosso etanol, aparentemente tentando defender o produtor local, cujos custos são muito altos. Os suecos, porém, sugerem uma estratégia tributária interessante para resolver o impasse: manter os impostos de importação quando o etanol brasileiro servir à mistura obrigatória na gasolina, mas eliminá-los quando abastecer carros flex. Dessa forma, o produtor europeu teria proteção em uma grande fatia do mercado e o produtor brasileiro, por sua vez, teria isenção tarifária para atender o mercado em outra fatia que tende a crescer muito: o de automóveis bicombustíveis na Europa.
Essa divisão tornaria o debate técnico, pois as questões de proteção de mercado seriam tratadas no âmbito tributário. Responder às três perguntas do primeiro parágrafo é fundamental. As respostas serão sempre complexas, multifacetadas e multidisciplinares. O Brasil pode destacar-se ainda mais como potência na produção, uso e exportação de etanol, mas precisa encarar a sustentabilidade de frente, com coragem.

COMBUSTÍVEIS ALTERNATIVOS

Na década de 70, quando a crise do petróleo batia às portas do mercado internacional, a EMBRATEL, então estatal, preocupava-se em obter um combustível alternativo ao óleo diesel, para alimentar os grupos-geradores que forneciam energia principalmente às suas estações repetidoras de sinais (micro-ondas e tropo difusão) por este país imenso. Pesquisas, desenvolvimento, testes junto com vários laboratórios nacionais e chegou-se ao uso eficiente dos óleos vegetais, (soja, mamona, dendê e outros). O biodiesel começava a ficar disponível no Brasil. Mas quem se interessaria pela produção em escala industrial? Muito embora a frota diesel do país já fosse imensa, o governo só estimulava a produção do álcool combustível. E o nosso biodiesel ficou sem chance, muito embora estudos da própria EMBRATEL revelassem que seria uma alternativa mais barata, renovável e pouco poluidora.

Os anos se passaram. Agora fala-se que a solução é o biodiesel, mas não vemos iniciativas de porte no brasil que se coadune com as afirmativas colcocadas por aí.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, um ex-piloto de carga americano, por volta de 1993 juntou suas economias, hipotecou sua casa, utilizou os recursos do fundo 401K, que poderiam garantir sua aposentadoria e aplicou em uma refinaria de óleo de soja. Em 1994 ele comprou de agricultores de Iowa uma partida de óleo de soja e deu início à sua produção de biodiesel, com sua empresa Imperium Renewables (www.imperiumrenewables.com), em Seatlle.

Hoje a Imperium vende de 700 a 800 milhões de galões de biodiesel por dia, para quatro distribuidores regionais de combustíveis e não consegue atender à demanda. Ao final do próximo verão a Imperium deve inaugurar uma nova planta produtora de biodiesel, ainda em Seatlle.

As notícias, sem grandes novidades para aqueles que trabalhavam na EMBRATEL na década de 70, dão conta de que o biodiesel pode ser obtido de gordura animal e de qualquer óleo vegetal, incluindo o óleo de cozinha. O biodiesel atua como lubrificante natural, é completamente bio-degradável e queima de forma mais limpa do que o óleo diesel convencional, reduzindo as emissões de monóxido de carbono em cerca de 50% e de dióxido de carbono -o principal agente que provoca o aquecimento global - em cerca de 78%.

De forma diferente do etanol, que em elevadas concentrações trabalho somente em motores veiculares especialmente desenvolvidos para tal uso, o biodiesel roda virtualmente em qualquer motor projetado para funcionar com óleo diesel. De acordo com a national Biodiesel Board (www.biodiesel,org), as vendas de biodiesel nos EUA quintuplicaram nos ultimos 3 anos, chegando a um volume de 200 milhões de galões em 2006. A expectativa dos analistas é que por volta de 2020 as vendas alcancem 800 milhões de barris.