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22 de outubro de 2012

PALESTRA NA ALGAR TECNOLOGIA






 
Estivemos no Anfiteatro da Algar Tecnologia (Uberlândia - MG) com funcionários da empresa, parentes e amigos em uma noite que certamente não vou esquecer nunca, e que com certeza também será sempre lembrada pelas pessoas que lá estiveram conosco.
Nos reunimos para falar que é possível mudar e transformar o mundo apenas com nossas atitudes, e que nós somos os responsáveis pela conservação do nosso meio ambiente, o mundo é nosso e nos cabe o dever de preserva-lo para que aqueles que virão depois de nós possam viver com saúde e alegria e quem sabe até desfrutar de um mundo muito melhor do que o que desfrutamos hoje. Todos participaram com muita alegria e entusiasmo, senti uma energia positiva muito forte entre nós nesta noite, e que esta alegria e entusiasmo se mantenha no dia a dia de todos.
Agradeço a todos que estiveram presentes.
Um muito obrigado à Estela e à Ana Tenório que tornaram possível esta noite.


Leandro Ferraz e Fábio Neves


Estela e Fábio Neves
 




10 de outubro de 2012

MOTO ELÉTRICA: POTENTE, ECONÔMICA E SUSTENTÁVEL

Engana-se quem pensa que somente os carros entraram na onda sustentável com a modalidade elétrica. Agora, as motocicletas seguem pela mesma estrada, como a 2012 Zero S, que chega ao Brasil com cheiro de novidade.


Com a carga completa – que tem duração de seis horas – a moto pode andar até 160 quilômetros! A vida útil da bateria também é longa: a estimativa é que ela limite-se a três mil ciclos completos de carga, ou seja, suporta até 495.000 quilômetros sem precisar de reparos!
Se você acha que vai perder em velocidade, pode tirar seu cavalo (ou melhor, moto) da chuva: de acordo com a fabricante, o modelo pode chegar até 140km/h! A moto conta ainda com um sistema de reaproveitamento de potência, que faz com que a energia armazenada nas frenagens possa ser reutilizada na aceleração.


Ao ligar a moto você já vai estranhar: não há partida e não existe ruído, já que o motor elétrico ser alimentado por uma bateria de íons de lítio.
A potência máxima não é grande coisa, mas se mantém à proposta de ser diferente e eficaz: 25 cavalos a 3.050 rpm. Gostou da moto? O preço médio dela é de R$ 29 mil.
Solte a gravata, coloque o capacete e boa aventura!

RECICLAGEM DE BITUCA DE CIGARRO




Bituca de cigarro é reciclada e transformada em papel

Mesmo quem não fuma pode utilizar esse lixo considerado tóxico para produzir papel e até mesmo obras de arte.

Um dos lixos mais comuns em todo mundo é a bituca. Jogada irresponsavelmente pelos fumantes, esses pequenos restos de cigarro podem prejudicar muito o meio ambiente.
Mas há solução para isso, ou pelo menos para boa parte. A reciclagem dessas guimbas pode ser feita em casa, reaproveitando 100% desse material.
O processo para reciclagem está em desenvolvimento desde 2004, pela Universidade de Brasília (UnB) e consiste basicamente em transformar esse lixo em papel.


Para isso, basta misturar as bitucas com soda cáustica e água oxigenada, depois cozinhar. Após esse cozimento, é só espalhar a pasta resultante e esperar secar. Esse método de reciclagem foi criado por Marco Antônio Barbosa Duarte, então aluno de Biologia da UnB.
Suzana Jardim está envolvida com a reciclagem dos restos de cigarro desde fevereiro deste ano. Ela realiza o reaproveitamento seguindo processos naturais e ministra cursos para ensinar e disseminar essa prática.
A empresária paulista utiliza um método natural para realizar a reciclagem, segunda ela é “receita da vovó”, pois não é utilizado nenhum produto químico, nem mudanças de temperatura.
O curso tem duração de três horas, caso seja individual, ou cinco horas se for em grupo e as aulas são exclusivas para maiores de 18 anos.
“Não permito que menores de idade façam uso porque mesmo que o processo que criei não seja químico o produto em questão é”, explica Suzana.
Segundo ela, após o curso a pessoa sai apta a aplicar o que aprendeu de forma logística. “Encontrei o caminho de potencialização curricular para quem o aprende assim a pessoa também poderá ser beneficiada em empregos e inserção de grupos em área de ação em reciclagem”, conta.
O resultado do processo é o papiro, uma obra de arte contenporânea. As imagens podem ser vistas em seu site.
Mas essa não é a única opção para as bitucas, Suzana está buscando outras maneiras de utilizar esse lixo.
“O papiro é uma solução que a artola reciclada Zaza Jardim encontrou. É uma das finalidades que esse resíduo possui. Estamos desenvolvendo um trabalho de pesquisa para verificar outros usos desse resíduo que é um algodão kraft sem cheiro”, afirma a empresária.
O processo de reciclagem desses restos de cigarro é chamado pela empresária de Biotuca.
“O nome Biotuca dará autonomia para a análise de re-uso do resíduo como matéria-prima para outros fins, e finalmente incluir a Bituca de Cigarros na lista de produtos recicláveis”, explica.
Em parceria com a Rede Ambiental Global Made In Forest, Suzana irá expor seu trabalho na Eco Bussiness, que acontece do dia 31 de agosto a 2 de setembro, no Centro de Convenções Imigrantes.
Mais informações sobre o curso pelo e-mail reciclagemdebitucas@yahoo.com.bR

9 de outubro de 2012

POLUIÇÃO DO AR

A partir de meados do século XVIII, com a Revolução Industrial, aumentou muito a poluição do ar. A queima do carvão mineral despejava na atmosfera das cidades industriais européias, toneladas de poluentes. A partir deste momento, o ser humano teve que conviver com o ar poluído e com todas os prejuízos advindos deste "progresso". Atualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem os efeitos daninhos da poluição do ar. Cidades como São Paulo, Tóquio, Nova Iorque e Cidade do México estão na lista das mais poluídas do mundo.
Geração da poluição 
A poluição gerada nas cidades de hoje são resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis como, por exemplo, carvão mineral e derivados do petróleo ( gasolina e diesel ). A queima destes produtos tem lançado uma grande quantidade de monóxido de carbono e dióxido de carbono (gás carbônico) na atmosfera. Estes dois combustíveis são responsáveis pela geração de energia que  alimenta os setores industrial, elétrico e de transportes de grande parte das economias do mundo. Por isso, deixá-los de lado atualmente é extremamente difícil.
Problemas gerados pela poluição 
Esta poluição tem gerado diversos problemas nos grandes centros urbanos. A saúde do ser humano, por exemplo, é a mais afetada com a poluição. Doenças respiratórias como a bronquite, rinite alérgica, alergias e asma levam milhares de pessoas aos hospitais todos os anos. Outros problemas de saúde são: irritação na pele, lacrimação exagerada, infecção nos olhos, ardência na mucosa da garganta e processos inflamatórios no sistema circulatório (quando os poluentes chegam à circulação). Em dias secos e com poluição do ar alta, é recomendado beber mais água do que o normal, evitar atividades físicas ao ar livre, utilizar umidificador dentro de casa (principalmente das 10h às 16h) e limpar o chão de casa com pano úmido). 
A poluição também tem prejudicado os ecossistemas e o patrimônio histórico e cultural em geral. Fruto desta poluição, a chuva ácida mata plantas, animais e vai corroendo, com o tempo, monumentos históricos. Recentemente, a Acrópole de Atenas teve que passar por um processo de restauração, pois a milenar construção estava sofrendo com a poluição da capital grega. 
O clima também é afetado pela poluição do ar. O fenômeno do efeito estufa está aumentando a temperatura em nosso planeta. Ele ocorre da seguinte forma: os gases poluentes formam uma camada de poluição na atmosfera, bloqueando a dissipação do calor. Desta forma, o calor fica concentrado na atmosfera, provocando mudanças climáticas. Futuramente, pesquisadores afirmam que poderemos ter a elevação do nível de água dos oceanos, provocando o alagamento de ilhas e cidades litorâneas. Muitas espécies animais poderão ser extintas e tufões e maremotos poderão ocorrer com mais freqüência.
Soluções e desafios
Apesar das notícias negativas, o homem tem procurado soluções para estes problemas. A tecnologia tem avançado no sentido de gerar máquinas e combustíveis menos poluentes ou que não gerem poluição. Muitos automóveis já estão utilizando gás natural como combustível. No Brasil, por exemplo, temos milhões de carros movidos a álcool, combustível não fóssil, que poluí pouco. Testes com hidrogênio tem mostrado que num futuro bem próximo, os carros poderão andar com um tipo de combustível que lança, na atmosfera, apenas vapor de água.
Curiosidades:
- Cidades do mundo com o ar mais poluído: Pequim (China), Karachi (Paquistão), Nova Délhi (Índia), Katmandu (Nepal), Lima (Peru), Arequipa (Peru) e Cairo (Egito)
- Cidades do mundo com o ar mais limpo: Calgary (Canadá), Honolulu (Estados Unidos), Helsinque (Finlândia), Wellington (Nova Zelândia), Mineápolis (Estados Unidos) e Adelaide (Austrália).
- 14 de agosto é o Dia de Controle da Poluição Industrial.

25 de setembro de 2012

BIODIESEL


Combustível limpo para o transporte sustentável

Esta é a atual busca de companhias de petróleo que ao se reestruturarem para atender um novo perfil de empresas de energia, visualizam a perspectiva da finitude dos combustíveis fósseis e cada vez mais a urgência em zelar por questões ambientais.

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Esta é a atual busca de companhias de petróleo que ao se reestruturarem para atender um novo perfil de empresas de energia, visualizam a perspectiva da finitude dos combustíveis fósseis e cada vez mais a urgência em zelar por questões ambientais. Neste cenário aparece o biodiesel, também chamado “combustível verde”, uma evolução na tentativa de substituição do óleo diesel mineral por um óleo originário da biomassa, através do aproveitamento de óleos vegetais “in natura”.

Com a necessidade de fontes de energia renováveis, os planejamentos das corporações dão indícios de novos elementos que devem assumir papel crescente na matriz energética mundial, como o caso da PETROBRAS que planeja no período de 2004 à 2010 a comercialização do biodiesel..

Hoje, a matriz energética do Brasil é o petróleo com 43,1% e o óleo diesel a matriz dos combustíveis líquidos com 57,9%, havendo destes, 10% de dependência externa. Assim, o biodiesel passa a ser do ponto de vista econômico a oportunidade de substituição das importações pela possibilidade de exportação viabilizada inicialmente através do grão da mamona que possui 75% de óleo extraível, podendo assim contribuir de forma direta e expressiva para a independência energética brasileira.

Existem hoje no Brasil diversas experiências relativas ao uso do biodiesel, originário de óleos novos, extraídos de vegetais e usados, proveniente de restaurantes. Por ser um país rico em oleaginosas o Brasil tem um grande potencial a ser explorado, tanto em relação ao aproveitamento energético de culturas temporárias e perenes, quanto ao aproveitamento energético do óleo residual, porém para que seja implantado, conforme determina a ANP (Agência Nacional de Petróleo), são necessários testes para homologação de combustíveis não especificados.

Desde 1998 são realizados testes que comprovam diversas vantagens do biodiesel, entre elas, a adaptabilidade aos motores do ciclo diesel pois enquanto a utilização de outros combustíveis limpos como o gás natural ou o biogás requer adaptação dos motores, a combustão do biodiesel pode dispensar alterações, configurando-se em uma alternativa técnica capaz de atender toda a frota já existente movida a óleo diesel.

Estudos e planejamentos estão sendo realizados para que a partir de 2005 seja aplicada no Brasil a mistura B2 (2% de biodiesel) e assim, o governo pretende regulamentar um aumento deste percentual anualmente, como mostra a tabela abaixo.
Ano 2005 2006 2007 2008 2009
% mistura 22,753,54,255

Para os centros urbanos, que têm a poluição como uma mazela da sociedade contemporânea baseada em combustíveis de origem fóssil, a substituição do petrodiesel pelo biodiesel, ou seja, uma alteração na matriz energética veicular, possibilita um transporte rodoviário de passageiros e de carga, mais limpo resultando numa qualidade de ar significativamente melhor, com isso o gasto do governo com tratamento de doenças causadas ou agravadas por substâncias nocivas lançadas na atmosfera tende a diminuir.

Já é possível visualizar este resultado em paises como a Itália e França que iniciaram estudos com biodiesel no inicio da década de 1980 e hoje o utilizam como fonte regular de combustível. Outro exemplo mundial é a Alemanha, onde atualmente existe uma frota de veículos leves, coletivos e de carga que utilizam biodiesel puro, obtido de plantações específicas para fins energéticos.

No Brasil o uso do biodiesel está alicerçado em três pilares: social, ambiental e mercado. A implementação de um programa energético como este, levando-se em conta o aproveitamento dos óleos vegetais, abre oportunidades para grandes benefícios sociais decorrentes do alto índice de geração de emprego, culminando com a valorização do campo e a promoção do trabalhador rural além da demanda por mão-de-obra qualificada. Estima-se que com um investimento de US$228,3 milhões serão gerados 1.350.000 novos empregos, conforme apresentação da ministra Dilma Rousseff do Ministério de Minas e Energia em seminário sobre matriz energética promovido pela Anfavea.

As regiões norte e nordeste estão diretamente ligadas ao vetor social deste programa que permite explorar potencialidades locais reduzindo as diferenças regionais, 350 famílias já estão assentadas no Canto do Buriti, Piauí, em uma área de 10.000 ha organizada em 16 células, cada célula com 35 lotes, onde está sendo desenvolvida a plantação de mamona para produção do biodiesel estimada em 25 milhões de litros/ano.

Além do alto poder calorífico, os óleos vegetais possuem características raramente encontradas em outros combustíveis tais como, ausência de enxofre e a não geração de poluentes para produção industrial, o que une a busca por alternativas energéticas à preocupação ambiental.

Assim, é possível concluir que o biodiesel é um combustível sustentável, capaz de auxiliar efetivamente e a curto prazo a obtenção de um transporte sustentável, envolvendo portanto, aspectos de natureza social, estratégica, econômica e ambiental.

NOSSO ETANOL É SUSTENTÁVEL?


Para abordar a questão levantada no título, precisamos examinar três perguntas. O que é ser sustentável? A que distância está o etanol dessa condição? O que faremos para chegar lá? Nenhum produto ou empresa pode sustentar-se isoladamente. É preciso que sua cadeia de valor se sustente. Por sua vez, a cadeia de valor depende da sociedade. E a sociedade, de quem depende? Dos sistemas naturais. Já que tudo está interligado, ser sustentável no caso do etanol é contribuir com a sociedade, ajudando-a a respeitar as regras do jogo do planeta. Se o uso do combustível de cana nos ajudar, que se fortaleça cada vez mais.
Além de viável economicamente, nosso etanol é menos poluente, pode ser produzido com razoável preservação da biodiversidade e até, em alguma medida, provir da agricultura familiar – temos exemplos no Brasil. E a questão da segurança alimentar? Vejamos alguns números: os canaviais ocupam o equivalente a 1% da área das propriedades rurais, 2,3% das áreas de pastagem, 5% da área cultivada nacional e 0,5% da superfície total do País.
Considerando a subutilização das áreas agrícolas, há ainda bastante espaço para crescer sem afetar a disponibilidade de alimento. E o desmatamento? Pelos mesmos números, vemos que o etanol pode aumentar muito apenas em áreas agrícolas subutilizadas, sem avançar sobre a mata.
E como saberemos a que distância da sustentabilidade está nossa produção de etanol? Para responder a esta segunda pergunta, precisamos de sistemas de certificação que identifiquem o que ocorre nos sistemas produtivos. Apesar da superioridade do álcool de cana-de-açúcar em relação ao de outras culturas, a postura dos produtores não é homogênea. Há fazendas ecologicamente tão ajustadas que chegam a atrair e abrigar animais ameaçados. Mas não são muitas.
Algumas usinas preparam os funcionários para a crescente mecanização. Outras, porém, nem os registram. Há ainda as denúncias de trabalho análogo ao de escravo que continuam a surgir em diversos setores do agronegócio e incluem o de etanol.
Alguns produtores mantêm áreas de reserva e preservação, respeitando a lei. Outros a combatem. A redução ou mesmo a eliminação do uso de agrotóxicos ocorre, mas não é regra. Em resumo, para o consumidor saber o que está comprando só há uma solução: conhecer a origem do produto. A melhor forma de fazê-lo? Exigindo certificado.
Vários institutos de pesquisa, empresas privadas, mesas-redondas e governos vêm se envolvendo na qualificação da produção de etanol. Os critérios da mesa-redonda organizada pela Escola Politécnica Federal de Lausanne, por exemplo, abrangem os biocombustíveis de forma genérica e, com isso, contemplam o etanol.
Os critérios Better Sugar Cane Initiative (BSI), com uma boa diversidade de participantes, tratam da cana-de- açúcar. A organização não governamental Rainforest Alliance estabeleceu critérios para o tema, definidos com muito cuidado. O Inmetro também tem desenvolvido um sistema com a participação de especialistas renomados. Quanto ao benefício climático do etanol brasileiro, o professor Isaias Macedo, do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe), da Unicamp, mostrou que é inigualável. Além disso, algumas iniciativas empresariais trazem transparência a esse mercado. Entre os muitos critérios já existentes ou por nascer, ainda não se sabe qual será adotado de forma ampla.
Mas algum deles nos ajudará a conhecer a distância que separa a produção de etanol da sustentabilidade, caso a caso.
Como estamos falando em soluções, vamos à terceira pergunta: qual a estratégia para chegar à sustentabilidade? Vejamos três pontos importantes: para que os sistemas de certificação sejam de fato aplicados, o fator fundamental é a demanda. É preciso que os compradores exerçam a responsabilidade de procurar etanol de acordo com certas características, sob os pontos de vista de qualidade do produto e da produção.
Quanto mais diversas as partes envolvidas na definição dos critérios para atestar a qualidade, tanto melhor. Para oferecer seus benefícios às prementes questões de energia e clima, o etanol precisa ser usado de forma ampla. Ou seja, tornar-se uma commodity global.
Além disso, um mercado internacional grande e sustentado beneficiaria o Brasil, que exportaria mais etanol e tecnologia. Se ajudasse, portanto, países da África e da América Latina a produzir o álcool com critérios de sustentabilidade, o Brasil estrategicamente ajudaria a si mesmo. Ao mesmo tempo, alguns dos povos mais sofridos do mundo teriam grande oportunidade de melhorar suas condições econômicas e de vida. O clima do planeta agradeceria.
Os europeus questionam a sustentabilidade do nosso etanol, aparentemente tentando defender o produtor local, cujos custos são muito altos. Os suecos, porém, sugerem uma estratégia tributária interessante para resolver o impasse: manter os impostos de importação quando o etanol brasileiro servir à mistura obrigatória na gasolina, mas eliminá-los quando abastecer carros flex. Dessa forma, o produtor europeu teria proteção em uma grande fatia do mercado e o produtor brasileiro, por sua vez, teria isenção tarifária para atender o mercado em outra fatia que tende a crescer muito: o de automóveis bicombustíveis na Europa.
Essa divisão tornaria o debate técnico, pois as questões de proteção de mercado seriam tratadas no âmbito tributário. Responder às três perguntas do primeiro parágrafo é fundamental. As respostas serão sempre complexas, multifacetadas e multidisciplinares. O Brasil pode destacar-se ainda mais como potência na produção, uso e exportação de etanol, mas precisa encarar a sustentabilidade de frente, com coragem.

COMBUSTÍVEIS ALTERNATIVOS

Na década de 70, quando a crise do petróleo batia às portas do mercado internacional, a EMBRATEL, então estatal, preocupava-se em obter um combustível alternativo ao óleo diesel, para alimentar os grupos-geradores que forneciam energia principalmente às suas estações repetidoras de sinais (micro-ondas e tropo difusão) por este país imenso. Pesquisas, desenvolvimento, testes junto com vários laboratórios nacionais e chegou-se ao uso eficiente dos óleos vegetais, (soja, mamona, dendê e outros). O biodiesel começava a ficar disponível no Brasil. Mas quem se interessaria pela produção em escala industrial? Muito embora a frota diesel do país já fosse imensa, o governo só estimulava a produção do álcool combustível. E o nosso biodiesel ficou sem chance, muito embora estudos da própria EMBRATEL revelassem que seria uma alternativa mais barata, renovável e pouco poluidora.

Os anos se passaram. Agora fala-se que a solução é o biodiesel, mas não vemos iniciativas de porte no brasil que se coadune com as afirmativas colcocadas por aí.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, um ex-piloto de carga americano, por volta de 1993 juntou suas economias, hipotecou sua casa, utilizou os recursos do fundo 401K, que poderiam garantir sua aposentadoria e aplicou em uma refinaria de óleo de soja. Em 1994 ele comprou de agricultores de Iowa uma partida de óleo de soja e deu início à sua produção de biodiesel, com sua empresa Imperium Renewables (www.imperiumrenewables.com), em Seatlle.

Hoje a Imperium vende de 700 a 800 milhões de galões de biodiesel por dia, para quatro distribuidores regionais de combustíveis e não consegue atender à demanda. Ao final do próximo verão a Imperium deve inaugurar uma nova planta produtora de biodiesel, ainda em Seatlle.

As notícias, sem grandes novidades para aqueles que trabalhavam na EMBRATEL na década de 70, dão conta de que o biodiesel pode ser obtido de gordura animal e de qualquer óleo vegetal, incluindo o óleo de cozinha. O biodiesel atua como lubrificante natural, é completamente bio-degradável e queima de forma mais limpa do que o óleo diesel convencional, reduzindo as emissões de monóxido de carbono em cerca de 50% e de dióxido de carbono -o principal agente que provoca o aquecimento global - em cerca de 78%.

De forma diferente do etanol, que em elevadas concentrações trabalho somente em motores veiculares especialmente desenvolvidos para tal uso, o biodiesel roda virtualmente em qualquer motor projetado para funcionar com óleo diesel. De acordo com a national Biodiesel Board (www.biodiesel,org), as vendas de biodiesel nos EUA quintuplicaram nos ultimos 3 anos, chegando a um volume de 200 milhões de galões em 2006. A expectativa dos analistas é que por volta de 2020 as vendas alcancem 800 milhões de barris.

21 de setembro de 2012

DIA MUNDIAL SEM CARRO 2012

Saiba o que é o Dia Mundial Sem Carro

No Dia Mundial Sem Carro, as pessoas buscam formas alternativas de transporte
Os problemas de mobilidade urbana das grandes (e médias) cidades e a preocupação com problemas ambientais do planeta são as principais motivações para o Dia Mundial Sem Carro. A ideia é que, anualmente, seja reservada uma data para as pessoas não utilizarem os veículos pessoais e fazer uso de formas alternativas de transporte (ônibus, bicicleta etc). A data escolhida para o Dia Mundial Sem Carro é 22 de setembro.
A campanha para que as pessoas deixem o carro em casa uma vez por ano aconteceu pela primeira na França em 1997. No Brasil, existe desde 2001. Naquele ano a campanha foi feita em 11 cidades: Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS), Piracicaba (SP), Vitória (ES), Belém (PA), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Joinville (SC) e São Luís (MA).
Onze anos após o início no Brasil, o Dia Mundial Sem Carro contou com a adesão das principais metrópoles do Brasil. Em São Paulo, ciclistas organizam passeios e algumas vagas de garagem serão utilizadas para atividades culturais. No Rio de Janeiro, o espaço onde carros são proibidos será aumentado. Em Curitiba, haverá sorteio de três bicicletas para quem deixar o carro em casa.
Com o crescimento do número de usuários da internet, o Dia Mundial Sem Carro saiu das ruas e chegou às redes sociais. Na data, o assunto se torna o assunto mais falado no Twitter. A hashtag que vai ser utilizada nesse ano é a #DNSC,  #diasemcarro, além da tradicional #diamundialsemcarro.

Números do trânsito assustam

Com menos carros nas ruas, haveria menos acidentes? O #DiaSemCarro levanta esse questionamento também. (Aldenir Jacques/Jornalismo Participativo)
O Dia Sem Carro é a oportunidade para as pessoas se atentarem às estatísticas do trânsito. No Brasil, os números assustam. No ano passado, 40 mil pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito. Em São Paulo, o número excessivo de carros faz os paulistanos demorarem mais de duas horas (em média) para se locomover da casa para o trabalho.

15 de setembro de 2012

LATAS DE ALUMÍNIO #4

Como se produz e recicla latas de alumínios

Como já foi dito, cinco toneladas de bauxita acaba em uma tonelada de alumínio. Para esse processo acontecer, há uma longa etapa que passa ainda por um outro ciclo que é da alumina.

A grosso modo o processo de produção do alumínio é dividido em três etapas.

Extração da bauxita – que se resume a extração, compactação e secagem do produto.

Transformação em alumina – Dessa bauxita vai ser retirada a alumina, uma espécie de pó branco. Esse processo conta com o uso de produtos químicos como a soda cáustica, secagem, filtragem e redução. A redução é feita através de um processo de eletrólise, processo que por meio elétrico separa componentes químicos.

Transformação em lingotes – A alumina é processada junto com outros elementos químicos. Há também a ação de eletricidade e fundição para que surjam os lingotes ou chapas de alumínio, estas últimas usadas para fazer latas. Com extremo grau de pureza, cerca de 98%, o alumínio segue para as mais diversas indústrias que o moldam, de acordo com o que desejam.

Para saber mais sobre esse processo, clique aqui
.

Como estamos falando de lata, vamos a segundo etapa desse ciclo que quando a chapa torna-se lata. São sete passos básicos.

Prensagem – Os rolos de chapas de alumínio são cortados e tomam o formato de pequenos copos.

Afinando – Em outro equipamento de pressão, esses copos são esticados, diminuindo sua espessura e aumentando sua altura.

Limpando – Essas latas são esterelizadas e secadas por dentro e por fora.

Rotulando – Os rótulos das latas são feitos através de um processo chamado flexografia, uma espécie de xilografia sofisticada.

Revestimento interno – Um spray cria uma película amplia a higienização interna da lata.

Moldagem do pescoço – Nessa etapa é feita uma pequena dobra aonde será colocada a tampa da latinha.

Colocação da tampa – A tampa é finalmente fixada junto com o seu anel e rebite que serão fixados após o preenchimento do conteúdo.

Bom, agora que você já conhece os passos para se fazer uma lata de alumínio, vamos voltar um pouco do processo para entender como acontece a reciclagem. Dessa vez com imagens.

Depois de consumida a lata vai para o lixo. A separação da lata de alumínio é importante porque antecipa uma etapa do processo. Mas mesmo assim o perigo de haver materiais que não sejam alumínio no processo ainda é grande. E deixar esses intrusos acabam comprometendo a reciclagem. Apesar de 100% reciclado, o alumínio reciclado deve tomar cuidado para ter um bom grau de pureza. Muitas vezes ele não chega à pureza do alumínio primário, mas chega muito perto. Fábricas como a Aleris, em Pindamonhangaba, consegue 97,4% de pureza.

Vamos aos passos da reciclagem.


Depois de recolhidas e separadas, as latas chegam para a triagem.

Esteira de triagem


Uma esteira leva as latas para a prensagem. Uma nova fiscalização
manual
é feita. Nessa etapa uma máquina assopra a lata para o
alto. Com a velocidade controlada, o vento joga as latas de alumínio
para cima e objetos com materiais mais pesado caem em uma
nova lixeira. É nesse etapa que aquela latinha cheia de areia
que alguém colocou para aumentar o peso vai embora.

Latas são prensadas


A seguir, uma prensa cria os fardos, que seguem para
a indústria de reciclagem.



Exame de radioatividade

Na indústria de reciclagem, os fardos são examinados por
detectores de radiaotividade, Para evitar qualquer tipo de
contaminação por radiação.


Os fardos na indústria de reciclagem


Se não houver nenhum problema, os fardos seguem o processo.
Eles serão novamente examinados por uma triagem, que,
além dos jatos de vento, imãs são colocados para atrair objetos que contenham ferro, eliminando-os do processo.
As tintas e outros produtos químicos
são eliminados
durante a fusão graças
ao controle da temperatura dos fornos. Um processo
extremamente caloroso, já que os fornos
trabalham a 400º Celsius
.
Misturando as matérias-primas


Não são só as latinhas que vão para a reciclagem, restos de
várias linhas de produção com alumínio primário, conhecidos
como cavacos, são aproveitados melhorando o grau de pureza
do produto final.

Fundição do alumínio


Fundido, o alumínio cai em recipientes que determinam sua forma final.

Lingotes



Uma das formas do produto acaba são os lingotes.


Controle de qualidade



Para verificar o grau de pureza e resistência do produto são em
pequenas amostras que são torneadas na própria
indústria de reciclagem.


­O mito dos anéis de latinhas

Um costume de muitas famílias brasileiras é juntar aqueles anéis ou argolinhas de latinhas para uma suposta reciclagem que, por exemplo, ajudaria na obtenção de uma cadeira de rodas para quem precisa. Segundo uma das versões da história, uma garrafa de plástico de dois litros cheia de anéis de latinhas (com um quilo aproximadamente) valeria mais de R$ 200,00. Já vimos que um quilo de latinhas custa, na verdade, R$ 3,00 em média. Esses anéis podem sim ser usados na reciclagem, mas principalmente quando junto à latinha. Eles contêm uma pequena quantidade de zinco que é eliminada durante a reciclagem, mas nenhuma indústria de reciclagem vai comprar apenas os anéis. Por isso, deixe-os junto com a latinha. Aliás, esse mito não é exclusividade brasileira. Na Noruega, existe a lenda de que os anéis podem ser trocados por cachorros guias para cegos.

LATAS DE ALUMÍNIO #3

Quem é quem na reciclagem de alumínio

A estrutura para a reciclagem de alumínio também é bastante avançada e enxuta no país.

  • 327 municípios com coleta seletiva
  • 170 mil pessoas envolvidas
  • Movimento de R$ 1,7 bilhão
  • 44 empresas recicladoras (fundições)
  • 2.100 empresas envolvidas no processo
  • 3.300 empregos diretos

Fontes: Abal e Abralatas/2006

Além do fatores já ditos como a vantagem econômica dos catadores e da indústria, a reciclagem conta atualmente com uma adesão importante dos consumidores e comerciantes. Apenas como exemplo, os clubes e condomínios que eram responsáveis por 10% da coleta em 2000 aumentaram sua participação para 20% em 2006. As cooperativas, no entanto, continuam sendo base do processo, responsáveis por 58% do material recolhido. Veja como a coleta se divide.



A indústria de latas e reciclagem de latas de alumínio tem sua própria estrutura social. São vários agentes que participam para que haja eficiência no processo, conheça esse ciclo.

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LATAS DE ALUMÍNIO #2

A história da indústria de alumínio

O Alumínio vem da bauxita, um tipo de lama, bem abundante na Terra. Cerca de cinco toneladas de bauxitas produzem uma tonelada de alumínio. Com alumínio, são feitos milhares de tipos de produtos: latas, esquadria, componentes de carros, aviões, panelas, estruturas de edifícios, ou seja, uma infinidade de variedades.

A descoberta do alumínio é relativamente recente. Em 1824, o dinamarquês Hans Christina Oersted conseguiu isolá-lo. Em 1854, o cientista francês, Henry Sainte-Claire Deville, conseguiu a obtê-lo por processo químico - usando cloreto duplo de alumínio e sódio fundido. Em 1886, o americano Charles Martin Hall e o francês Paul Louis Toussaint Héroult descobriram e patentearam, quase simultaneamente, o processo de obtenção de alumínio por meio de corrente elétrica. O processo de eletrólise ficou conhecido como Hall-Heróult.

Um produto vantajoso

O sucesso comercial do alumínio no mundo está nas características físicas do metal. Ele não enferruja como o aço, é leve, podendo ser também mais maleável.

O alumínio passou de um nobre metal usado em utensílios domésticos sofisticados para os ricos e nobres ou em obras de arte para um metal usado em milhares de produtos demorou um pouco menos de um século.  Em 1917, a indústria primária do metal chegou ao seu primeiro milhão de toneladas. Mas o seu aumento de escala se consolidou a partir de 1950. Hoje, a indústria de alumínio coloca 34 milhões de toneladas do produto no mundo (dados de 2006/Abal), que vai para diversas tipos de indústria virar outros produtos.

A escala é grande e a estrutura da indústria é altamente globalizada. As maiores jazidas de bauxita estão em país tropicais ou subtropicais. Brasil, Austrália, África e Estados Unidos são exemplos de locais onde a indústria extrativista de minério é forte. São 46 países que extraem a bauxita, transformam em alumina e depois em alumínio. Já as indústrias que moldam, usinam e fundem o alumínio se espalham pelo planeta. Seja, em países altamente industrializados e com sofisticado parque industrial como o Japão ou Tigres Asiáticos ou em grandes centros industriais dos países em desenvolvimento.

Uma das características dessa industrialização é seu forte investimento em tecnologia tanto do lado da extração quanto do beneficiamento. Como exemplo, podemos pegar a própria indústria de latas e o caso brasileiro. Entre as décadas de 1970 e 2006, a indústria de latas de alumínio no Brasil viu sua produtividade aumentar 51%. Antes, com um quilo de alumínio era possível produzir 49 latas. Atualmente, com a mesma quantidade de alumínio é possível produzir 74 latas. Esse quadro se repete em vários setores dessa cadeia produtiva. Mas voltemos para o perfil da indústria brasileira de latas, que é o principal assunto do artigo. Lá vão alguns dados.

  • Capacidade de produção de 14,4 bilhões de latas por ano
  • 13 fábricas de latas de alumínio
  • Produção de 10,8 bilhões de latas por ano
  • 3.300 empregos diretos
  • Faturamento de R$ 3 bilhões
  • Consumo de 57 latas per capita por ano
  • 95% das latinhas consumidas no Brasil são de alumínio

LATAS DE ALUMÍNIO #1

Introdução sobre a reciclagem de alumínio - um case de sucesso


reciclagem de latas de alumínio

A reciclagem de alumínio no Brasil é um sucesso. O país é o primeiro lugar no ranking do índice de reciclagem de latas de alumínio, com 94,4% do material consumido sendo reaproveitado (dados de 2006). O segundo lugar é o Japão com 90,9% de aproveitamento e o terceiro é a Argentina, com 88,2%, segundo levantamento da Associação Brasileira de Alumínio (Abal) e Associação Brasileiros da Indústria de Latas (Abralatas).

Mas quais as razões do sucesso tupiniquim. Para as indústrias, a reciclagem do alumínio tem vantagens óbvias na economia de energia. O processo gasta cerca de 700 Kilo Watts/hora ao ano, o que equivale a menos de 5% da energia gasta no processo de elaboração primária do alumínio, que transforma a bauxita em alumina e depois em barras ou chapas de alumínio. As associações do setor projetam uma economia de energia que daria para abastecer de eletricidade uma cidade como Campinas, com cerca de 1,5 milhão de habitantes.

Para os catadores e suas cooperativas, uma das principais pontas do processo, recolher e vender latas de alumínio rendem muito mais do que qualquer outro material possível de reciclagem como pets ou papéis. Para se ter uma idéia, um catador chega a receber R$ 3,00 por 74 latinhas ou um quilo do material contra R$ 0,30 por 20 garrafas pets de 2 litros ou R$ 0,10 por um quilo de papel.

Para os que lutam contra a degradação do meio ambiente, reciclar alumínio evita que essa latinha seja jogada na natureza. O alumínio pode demorar de 100 a 500 anos para se degradar totalmente. O ciclo da reciclagem de latas de alumínios é de apenas 30 dias, aliás uma vantagem também para a indústria. Além disso, o alumínio é 100% reciclado como você verá quando for explicado o processo de produção, poupando assim a extração de 700 mil toneladas de bauxita, apesar da bauxita não ser necessariamente um material em extinção. Os problemas do aquecimeno global também são amenizados com a reciclagem, já que o processo emite apenas 5% do gás carbônico que se emite na produção do alumínio primário, também segundo a Abal.

Como pode se ver a indústria da latinha é uma bem azeitada coordenação de interesses no Brasil. Nas próximas páginas você vai conhecer a história de como o alumínio virou essa matéria tão importante no nosso dia-a-dia, conhecer o processo de produção de alumínio e da reciclagem das latinhas e também quem faz parte dessa engrenagem.

E os outros produtos de alumínio?

Enquanto as latinhas são as meninas dos olhos da reciclagem no Brasil. Outros produtos de alumínio como, por exemplo, esquadrias de janelas ou carcaça de automóveis têm seu processo de reciclagem mais difuso e, conseqüentemente, menos eficientes. Há várias razões para isso. Primeiro porque esses produtos demoram mais para serem descartados. Além disso, eles não têm uma estrutura eficiente como no caso dos catadores de latinhas e normalmente esses descartes são feitos juntos com muitos outros tipos de materiais

14 de setembro de 2012

10 MANEIRAS DE REUTILIZAR GARRAFAS PET

As garrafas PET estão presentes no nosso dia a dia e são responsáveis por grande volume nos lixões e aterros sanitários, bem como a contaminação do solo. Encaminhar estes resíduos para reciclagem é de extrema importância.
Apesar disso, infelizmente a reciclagem não consegue dar conta de todo o material produzido pelas indústrias. Por isso, os trabalhos artesanais também são ótimas alternativas para diminuir a quantidade de plástico descartada e dar vida nova aos materiais.
O CicloVivo separou dez ideias de como você pode reutilizar as garrafas PET usando muita criatividade.
1. Vaso de “Cristal”
A dica é fazer um vaso de garrafa plástica, com um acabamento que lembra um vaso de cristal, mas com a vantagem de ser inquebrável, sem custo algum e que ainda pode ser reciclado posteriormente.

2. Luminária Oriental
Usando a criatividade é possível criar peças úteis e personalizadas. A luminária oriental pode ser facilmente produzida, mas com o toque criativo dos ideogramas ela fica muito mais bonita.

3. Quadro de Tampinhas
Apesar de grande parte das garrafas PET serem recicladas ou reutilizadas,  muitas pessoas não sabem o que fazer com as suas tampinhas. Pensando nisso, ensinamos como fazer um quadro com estes objetos, o resultado é uma ótima peça de decoração, que pode ser feito por adultos e crianças.

4. Horta Vertical do “Lar Doce Lar”
O arquiteto Marcelo Rosenbaum, que comanda o quadro “Lar Doce Lar”, no programa Caldeirão do Huck, embarcou de vez na onda da sustentabilidade. Um de seus projetos incluiu a Horta Vertical feita com garrafas PET. A ideia foi tão apreciada pelos internautas que ele explicou passo a passo como fazer um modelo parecido.

5. Jardineira
A jardineira de garrafa PET é muito simples e pode ser feita em poucos minutos. Além disso, sua praticidade estimula o plantio de hortas em casa.

6. Cofrinho
A norte-americana Martha Stewart ensinou uma técnica simples para transformar a garrafa PET em um cofrinho em formato de porco. O artesanato aplica a técnica de Upcycle e também serve para ensinar as crianças, como cuidar adequadamente das finanças.

7. Horta Caseira
Demos a dica de como se construir uma horta caseira suspensa, reutilizando garrafas PET. A ideia é reaproveitar materiais que iriam para o lixo para cultivar suas próprias hortaliças.  Além disso, a horta caseira é decorativa e deixa um aroma agradável no ambiente.

8. Porta-lápis
Nesta matéria o ensinamos a reutilizar garrafas de refrigerante para fazer um porta-lápis sustentável. Ele é muito prático e ainda por cima tem um design muito criativo.

9. Vasos Decorativos
As flores são sempre ótimas opções para decoração doméstica. Por isso, separamos uma dica diferente: um vaso plantado de cabeça para baixo, criado a partir de materiais reciclados, como as garrafas plásticas.

10. Caixinha “Porta-treco”
Uma sugestão muito criativa de artesanato com este material é transformá-lo em pequenas caixas “porta-treco” ou apenas decorativas. O efeito fica muito legal.

O PROBLEMA DAS EMBALAGENS QUE DESCARTAMOS

A partir da década de 1960 iniciou-se o processo de modernização das embalagens para produtos industrializados. Foi a partir daí que começaram os problemas: antes dessa época as embalagens utilizadas para sólidos eram papéis e papelão, e para os líquidos eram as latas e vidros.

Com a revolução das embalagens, surgiram as embalagens plásticas que são derivadas de polímeros, estas são mais usadas devido algumas vantagens que apresentam. Elas são obtidas a baixo custo, são impermeáveis, flexíveis e ao mesmo tempo são resistentes a impactos. Sendo assim, foram substituindo as antigas embalagens até serem usadas em larga escala como nos dias atuais.

Durante muitos anos as embalagens plásticas estão sendo despejadas em aterros sanitários, mas o fato de não serem biodegradáveis faz com que se acumulem no ambiente conservando por muitos anos suas propriedades físicas, já que possuem elevada resistência.

São necessários de 100 a 150 anos (aproximadamente) para que os polímeros sejam degradados no ambiente. Por isso a poluição causada pelos polímeros se tornou uma preocupação em escala mundial, além de poluir rios e lagos, polui também o solo de um modo geral.

Os grandes vilões deste século são os materiais poliméricos como as garrafas PET de refrigerantes, que acarretam problemas ambientais pelas características de serem descartáveis. A poluição pelos polímeros poderia ser minimizada com a reciclagem dos plásticos ou o emprego de polímeros biodegradáveis.

13 de setembro de 2012

ROUPAS ECOLÓGICAS, E DE GRIFE!



Com tecidos orgânicos e matérias-primas recicladas, grifes como Armani, Osklen e a britanica People Tree, que conta com a assinatura da atriz Emma Watson, produzem coleções sustentáveis. E ninguem;em quer ficar fora dessa. A proprietária da loja Sementeira, Camila Bezerra, que também investe em peças amigas do meio ambiente, acredita que, mais do que uma tendência, nos dias de hoje a moda ecofriendly é uma necessidade. “Apostar nesse tipo de produtos faz bem ao planeta e à nossa própria consciência”, afirma.

A Sementeria é um exemplo de como essas marcas contribuem para a redução dos impactos causados ao meio ambiente pela produção de peças de roupas. “Nossos produtos são feitos com algodão orgânico e tecidos feitos de garrafas PET. A malha é confeccionada a partir de sobras de fios da produção, além de modelagens com otimização de encaixe que reduzem o desperdício”, conta Camila. Até no ambiente da loja a pegada sustentável está presente. “Optamos por madeira certificada e de demolição, bambu para decoração e a iluminação é feita com lâmpadas LED, que duram mais que as comuns”, diz ela.

Além de reaproveitar resíduos que seriam jogados no meio ambiente, essas grifes ajudam a construir uma nova consciência em seus consumidores. “Sou fã da Patagonia, uma marca de esportes de aventura que, além de utilizar materiais orgânicos e sustentáveis há muitos anos, uma vez penduraram etiquetas nos produtos com a seguinte pergunta ‘você realmente precisa disso?’. Uma atitude anti-consumo incrível, que podia ser um tiro no próprio pé, mas soou corajosa e só aumentou a admiração pela marca”, conta a empresária.

Muitas pessoas querem tomar atitudes mais sustentáveis em seu dia a dia, mas não sabem como podem contribuir.“ Eu mesma trabalhava com publicidade, mas queria fazer algo que agregasse mais em melhorias para o meio ambiente. Foi quando tive a ideia de criar camisetas com estampas de mensagens positivas e valores do bem. Logo depois incorporei materiais reciclados à produção”, lembra a empresária. Agora você já tem mais uma opção de ser mais sustentável: na hora de renovar o guarda-roupa, opte por uma grife com coleções amigas do meio ambiente.