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13 de setembro de 2012

ELETRONICOS EM STAND BY

A maioria das pessoas deixa seus eletrônicos no modo standby, ou seja, ficam ligados sem operação, em estado de espera. São vários os equipamentos que apresentam esse dispositivo, como geladeiras, máquinas de lavar, televisores, rádios, DVDs, videogames, computadores, microondas, impressoras e outros.
A criação do sistema standby considerou apenas o conforto do usuário de não mais precisar se deslocar ao aparelho para ligá-lo e não se preocupou com as interferências ambientais que estes proporcionariam.
A situação desesperadora que vivemos atualmente por causa do aquecimento global precisa de mudanças e estas comprometem hábitos e rotinas de todo ser humano. Mas, o que os eletrônicos em modo standby têm a ver com o aquecimento global?
É simples. Os equipamentos que permanecem em standby, em estado de espera, são responsáveis por 15% do consumo de energia doméstica e quanto mais alto o consumo elétrico, mais necessidade de produção de energia. A energia elétrica pode ser produzida por hidrelétricas, usinas nucleares, termoelétricas e usinas eólicas.
As usinas hidrelétricas provocam alagamento em diferentes ecossistemas destruindo florestas, lagos e animais aquáticos. As usinas nucleares liberam poluentes na atmosfera e radiação que podem demorar séculos para se dissiparem. As usinas termoelétricas convertem poluentes em energia e são responsáveis pelo efeito estufa, aquecimento global e chuvas ácidas. As usinas eólicas provocam poluição sonora, a morte de espécies de pássaros e a interferência em transmissões de rádio e televisores.
Como podemos perceber, qualquer tipo de gerador de energia prejudica de alguma forma o sistema terrestre e contribui para a aceleração do aquecimento global. Os eletrônicos, por causa da energia que consomem, participam da destruição terrestre e há necessidade de que tais aparelhos tenham sua utilização diminuída ou até mesmo extinta, para que o processo de destruição da natureza seja desacelerado.

ÓLEO USADO EM FRITURAS: UM PROBLEMA QUE TEM SOLUÇÃO

Ele está presente na grande maioria nos lares brasileiros, em alguns serve para temperar, em outros para fritar, mas seu final geralmente é o mesmo: o ralo da pia ou o cesto de lixo. Nunca pesou tanto na consciência aquela coxinha frita ou o franguinho empanado a não ser pelo pessoal que curte um regime, e olha que não é só na consciência que há tempos pesa a questão do óleo de cozinha usado, no meio ambiente pesa bem mais!
Os óleos vegetais, embora muitos desconheçam, são outros grandes causadores de danos ao meio ambiente quando descartados de maneira incorreta. Vamos falar um pouco sobre o assunto e dar dicas do que fazer.
O que são óleos vegetais ?
Os óleos e gorduras são, por definição, substâncias que não se misturam com a água (insolúveis) e podem ser de origem animal ou vegetal. O óleo vegetal, que é o que dá origem aos óleos de cozinha, pode ser obtido de várias plantas, ou sementes, como o buriti, mamona, soja, canola, girassol, milho, etc.
Sua constituição química é composta por triglicerídeos, que são formados da condensação entre glicerol e ácidos graxos. A diferença entre gordura e óleo é tão somente seu estado físico, em que a gordura é sólida e o óleo é líquido, ambos a uma temperatura de até 20°C.
O que ele pode provocar ?
Agora que sabemos o que é o óleo vegetal podemos falar sobre os malefícios que este provoca quando lançado na natureza sem nenhum cuidado.
O óleo de cozinha usado, quando jogado diretamente no ralo da pia ou no lixo, polui córregos, riachos, rios e o solo, além de danificar o encanamento em casa. O óleo também interfere na passagem de luz na água, retarda o crescimento vegetal e interfere no fluxo de água, além de impedir a transferência do oxigênio para a água o que impede a vida nestes sistemas.
Quando lançado no solo, no caso do óleo que vai para os lixões ou aquele que vem junto com a água dos rios e se acumula em suas margens, este impermeabiliza o solo, impedindo que a água se infiltre, piorando o problema das enchentes.
Um litro de óleo de cozinha pode poluir certa de 10.000 litros de água, mas algumas estimativas dizem que um litro de óleo pode poluir até um milhão de litros de água (esta quantidade de água é aproximadamente o que uma pessoa consome em 14 anos). A poluição pelo óleo faz encarecer o tratamento da água (até 45%), além de agravar o efeito estufa, já que o contato da água poluída pelo óleo ao desembocar no mar gera uma reação química que libera gás metano, um componente muito mais agressivo que o gás carbônico.
Se isto não for o suficiente para convencê-lo do mal que se faz ao descartar o óleo indevidamente, saiba que ele também provoca o entupimento da rede de esgotos e do encanamento de sua casa, o que pode lhe trazer prejuízos no bolso.
Por que só agora se fala nele ?
Esta é uma pergunta interessante. O óleo de cozinha sempre esteve ao nosso lado, seja na fritura ou no tempero da salada, e só agora é que se começa a falar nos problemas que este causa. Por que isto?
Bom, na verdade já há algum tempo se fala sobre o assunto, porém só agora é que ele tomou força, principalemente na mídia. Outro motivo é o fato de que nossos rios estão praticamente esgotados pela poluição, tanto industrial quanto domiciliar. Mesmo os mananciais de onde é retirada a água que abastece os grandes centros urbanos ou estão poluídas ou em grande risco. Com mais escassez de água é claro que uma questão tão importante quanto a poluição provocada pelo óleo de cozinha começa a ser mais debatido, já que sua resolução não depende em si de grandes investimentos, mas da simples mudança de hábitos da população (o que em grande parte das vezes não é tão simples assim) e da ação de organizações que possam dar uma destinação mais apropriada através de atividades de certa forma simples, como o aproveitamento para produção de sabão, por exemplo, que pode ser feito inclusive em casa.
Como sempre a questão econômica é um dos fatores chave. Quanto mais contaminada é a água dos reservatórios que servem as cidades, mais caro fica o seu tratamento, além disto o entupimento dos sistemas de esgoto gera prejuízos. Como em inúmeros casos certos setores corporativos começam a perceber que sai mais barato preservarmos recursos e investir em educação do que ter de “consertar” as coisas.
Um outro fator é a tomada de consciência cada vez maior da sociedade civil quanto ao fato de que todos são responsáveis pelo meio ambiente, e que isto não é obrigação apenas de governos e empresas, e sim de cada um.
Como se aproveita atualmente o óleo usado ?
O óleo usado pode ser utilizado na produção de sabão em pedra, detergente, massa de vidro, biodiesel e até mesmo componentes para fertilizantes.
Amostras dos óleos encaminhados são tiradas e analisadas. Antes de seguir para a reciclagem o óleo passa por processos de filtração e desumidificação, a fim de retirar impurezas. Após etapas de aquecimento e desumidificação o óleo é classificado por acidez e índice de peróxidos e então encaminhado para a reciclagem.
Vamos falar um pouco sobre o Biodiesel, que é uma de suas destinações mais importantes.
Biodiesel

Segundo o Laboratório de desenvolvimento de tecnologias limpas de Ribeirão Preto, o biodiesel é um biocombustível 100% renovável e alternativo ao diesel derivado do petróleo, além de evitar o lançamento dos óleos usados diretamente na natureza, acarretando os malefícios já citados anteriormente.
Outras vantagens do biodiesel é evitar uma parte do lançamento de enxofre na atmosfera, substância presente no diesel de petróleo e que é um dos componentes para a chuva ácida, diminuir os índices de emissão de dióxido de carbono (CO2) e contribuir para a diminuição das importações de óleo diesel, tornando o país ainda mais auto-suficiente energeticamente.
Sua fabricação se dá através de um processo chamado transesterificação, que é uma reação química entre óleos vegetais (novos ou usados) e álcool de cana de açúcar ou metanol (álcool que tem origem no gás natural ou petróleo). Este processo permite que o biodiesel seja também biodegradável.
É cerca de 80% o aproveitamento do óleo usado na conversão para biodiesel, ou seja, 1 litro de óleo pode resultar em, aproximadamente, 800 ml de biodiesel. O processo também gera o glicerol, uma substância empregada nas indústrias e com usos farmacêuticos, alimentícios, perfumaria, plástico e muitos outros.
No Rio de Janeiro, o projeto PROVE já transforma o óleo de cozinha em biocombustível através de parcerias com cooperativas e secretaria de meio ambiente do Rio de Janeiro. Uma refinaria em Bonsucesso faz o processamento do óleo recolhido e, além de gerar renda para as cooperativas (estimativa de 2,7 milhões por ano), contribui para reduzir a poluição nos rios, da Baía de Guanabara e ajuda a diminuir o custo do tratamento da água.
O que fazer com o óleo usado ?
A primeira medida a ser tomada é armazenar as sobras da fritura em vez de jogá-la diretamente no ralo ou na lixeira. Este armazenamento pode ser feito em uma garrafa pet com tampa, por exemplo. Não utilize garrafas de vidro, pois esta pode quebrar e, além de derramar seu conteúdo, provocar acidentes.
Tudo bem, vamos armazenando e armazenando o óleo e daí? Vamos fazer um estoque em casa de garrafas cheias de óleo?
Claro que não, o passo seguinte é encaminha-lo para uma destinação adequada, seja para fazer biodiesel, seja para sabão ou outros. Existem Ongs que já trabalham com a reciclagem de óleo.

12 de setembro de 2012

RESÍDUOS ORGÂNICOS #2


Os resíduos orgânicos domésticos podem ter muito valor após a compostagem e a vermicompostagem. Após esses dois processos, os restos de comida, cascas de frutas, papéis, grama, restos de folhagens, restos de capina pó de café etc podem servir como excelentes fontes de nutrientes para as plantas, sem muito esforço e custo, e, inclusive, melhorar as condições do ambiente.
A compostagem consiste na primeira etapa para transformar os resíduos domésticos numa forma mais estável, seguida à vermicompostagem que além de acelerar o processo final de estabilização, promove melhor aparência ao adubo. Esse adubo orgânico quando adicionado ao solo,  melhora as suas características físico-químicas e biológicas, levando o solo a produzir por mais tempo e com mais qualidade. Esse adubo orgânico poderá ser utilizado para adubar plantas frutíferas e hortaliças, contribuindo para aumentar a produção de alimento em áreas urbanas.

RESÍDUOS ORGÂNICOS #1

Um dos problemas que vem atormentando grande número de Prefeitos em todo o Brasil é o destino do lixo produzido pela população. Logo chegará o momento em que estaremos completamente inundados pelos resíduos.

Todas as grandes cidades e proporcionalmente as pequenas têm procurado resolver os problemas da eliminação dos resíduos urbanos, tanto de esgotos como dos efluentes das depuradoras. Os aterros sanitários apresentam-se como soluções antiecológicas. Se os resíduos são incinerados, surge o problema da poluição do ar e o descarte das cinzas. Para o lodo dos esgotos, inabordável pelo processo de incineração, ainda não se encontrou uma solução que nos proteja sob o posto de vista ecológico.

No caso particular do lixo orgânico doméstico, sua coleta extremamente onerosa, local para bota fora, exigências e multas dos órgãos destinados à preservação do meio ambiente, resistência dos municípios vizinhos às grandes cidades em ceder terrenos para novos aterros sanitários, procura de restos de comida entre os detritos por pessoas carentes, proliferação de ratos, insetos, enfim uma série de problemas que precisam urgentemente ser resolvido em suas administrações.

O município de Pindamonhangaba dá um exemplo digno de ser imitado pelos demais, tendo inclusive recebido por duas vezes o prêmio como campeão mundial de reciclagem.
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As embalagens de alumínio, plásticos, papel, papelão e outros materiais estão sendo reaproveitados nas indústrias, oferecendo trabalho e renda aos catadores, diminuindo o custo da coleta e aliviando os aterros sanitários, a poluição do lençol freático, nascentes, rios e córregos.

Toda essa problemática pode ser resolvida com a utilização das minhocas, que em seu trabalho contínuo e silencioso, transforma toda e qualquer matéria orgânica em decomposição, inclusive o lodo das estações de tratamento de esgotos, em excelente adubo orgânico, o HÙMUS.

Haja visto que algumas administrações italianas, (Pistoia, Forlimpopoli, Carpi e outras), em Berna na Suíça, São Francisco, EUA e no Japão existem importantes instalações que transformam diariamente mais de 2000 toneladas de cavacos de madeira e outros resíduos, utilizando as minhocas em sus eliminação.

Há ainda a ressaltar que a utilização das minhocas é absolutamente inodora, pode ser instalada em qualquer lugar e qualquer material orgânico em decomposição, seja esterco, lixo ou lodos residuais não emitirão nenhum odor a partir de 24 a 36 horas posteriores à colocação das minhocas na quantidade adequada.

Contudo no Brasil só temos ouvido falar na reciclagem do LIXO INORGÂNICO, que representa em média 20% do total doméstico coletado.

Por que não reciclar também o ORGÂNICO BIODEGRADÁVEL, mais poluidor, e que representa cerca de 80% do total?

Se a população fosse orientada e estimulada a reciclá-lo em seu próprio domicílio o talvez o problema estivesse solucionado.

Esta seria naturalmente uma condição ideal, porém inatingível pela impossibilidade de alguns, como os edifícios de apartamentos, mas que iría minimizar o problema, isso temos absoluta certeza, principalmente nas pequenas cidades onde o número de edifícios em condomínio é reduzido.

A reciclagem domiciliar é mais simples do se imagina. Basta separar, os materiais biodegradáveis como descarte de verduras, cascas de frutas, pó de café, erva de chimarrão, aparas de grama, folhas de árvores, e até o papel higiênico, enfim tudo o que é biodegradável e não é reutilizado nas indústrias, colocá-lo em uma simples câmara por nós imaginada, no fundo do quintal, já inseminada com minhocas, que transformarão o lixo orgânico em húmus, o melhor adubo natural conhecido há mais de 3000 anos no antigo Egito, que será aproveitado em hortas domésticas, jardins, floreiras, etc. e pelos pescadores que terão à sua disposição as preciosas minhocas para iscas.

O excedente coletado pela prefeitura seria reciclado em pequenas usinas e minhocários próprios, oferecendo inclusive trabalho a pessoas carentes, e o húmus, utilizado em jardins, parques, praças e hortas comunitárias.

Com a economia na coleta poderiam ser oferecidos alguns incentivos aos munícipes, como o fornecimento do “Kit” de reciclagem e algum desconto no IPTU para aqueles que reciclassem correta e permanentemente o seu lixo. Temos a certeza que no balanço final o resultado seria positivo para a administração municipal, tanto econômica como social e politicamente.

Há quinze anos venho estudando esse problema, e há dois meses testando o “Kit” em minha residência, tendo reduzindo a zero sua colocação na via pública, para coleta do lixo orgânico.

Basta apenas “vontade”... dos prefeitos em reduzir o faturamento das empresas encarregadas da coleta, ampla divulgação e o problema dos aterros sanitários estará praticamente solucionado ou pelo menos, minimizado.

11 de setembro de 2012

ECONOMIA NA RECICLAGEM

Brasil poderia economizar R$ 32 bilhões por ano, se todos os resíduos fossem reaproveitados. A conta é do pesquisador do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig) da Coppe/UFRJ, Luciano Basto, que participou, nesta sexta-feira, do painel  “Consumo, Resíduos e Reciclados: o Luxo e o Lixo”, em conferência promovida pela Coppe/UFRJ, na Cidade Universitária. Segundo Basto, o ganho poderia ser até maior se o país investisse na economia de água durante o processo produtivo da indústria  nacional.
A Coppe/UFRJ tem desenvolvido diversos projetos de reaproveitamento de resíduos, a exemplo de usinas que transforma lixo em energia e esgoto em biogás; e no processo de uso de resíduos da cinza de bagaço de cana em uma mistura para ser usada junto ao cimento, reduzindo assim a emissão de CO2 na atmosfera. O professor Romildo Toledo, professor do Programa de Engenharia Civil da Coppe/UFRJ, também presente ao evento, explicou que os resultados obtidos até agora mostram que é possível misturar até 10% de cinza ao cimento com um pequeno aumento na qualidade, em comparação com o cimento convencional; e até 20%, mantendo a qualidade do produto original.
 Para o presidente da Associação de Catadores de Material Reciclável de Jardim Gramacho, Tião Santos, o mundo ficou pequeno para tanto lixo: “A reciclagem é a saída para diminuir o impacto ambiental e social. No Brasil, que ainda não chegou ao estágio de ter apenas aterros sanitários, a reciclagem surgiu no combate à pobreza. É preciso romper o preconceito diante do lixo, mostrar que reciclá-lo é coisa de gente inteligente.”
 A professora do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, Alessandra Magrini, ressaltou, entretanto, que deve-se também investir na redução da geração  de resíduos, com princípios de química, e engenharia verde, otimizando plantas industriais. “Também podemos melhorar os produtos, com ecodesign e a previsão de que possam ser reciclados em partes.”
Transportes  – Em outro painel, foram debatidas alternativas para a sustentabilidade das cidades. Transportes foi apontado como o maior vilão da atualidade no tocante à mobilidade urbana. Segundo o professor do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, Márcio D´Agosto , seria possível reduzir em até dez vezes o consumo de energia no Rio de Janeiro caso a população passasse a utilizar mais transporte público
 “Basta levar em conta que, em média, um automóvel percorre dez km com um litro de combustível transportando apenas uma pessoa, enquanto um ônibus percorre 2,5 km por litro, com 60 pessoas”, disse o professor.

RECICLAR PODE SER UMA SOLUÇÃO PARA DIMINUIR ATERROS SANITÁRIOS

Reciclar o lixo faz parte de uma proposta para melhorar a vida de todos. Quando você não separa adequadamente, muitos materiais que poderiam ser reaproveitados acabam tomando o destino errado.
Materiais que não podem ser reciclados vãos para aterros sanitários, onde se decompõem naturalmente. Quando esses aterros são projetados da maneira adequada, eles causam menos problemas para a sociedade e a natureza. No entanto, no Brasil há grande número de aterros irregulares que prejudicam o meio ambiente, a saúde das pessoas que moram perto deles e, além disso, possuem um odor extremamente desagradável.
Segundo um levantamento do IBGE, 60% das 230 mil toneladas de resíduos domiciliares e comerciais recolhidas a cada dia no país são encaminhadas para esses lixões irregulares. Já 40% deste total chega aos aterros oficiais, muito embora, entre estes, somente 11% funcionam de forma adequada (Fonte: IBGE).
Daí mais uma importância de separar corretamente o lixo. Quanto menores os aterros sanitários, menos problemas para toda a sociedade. Isso só auxilia sua vida e a das pessoas que você gosta.

ATERROS SANITÁRIOS, O POPULAR LIXÃO, SOLUÇÃO MENOS INTELIGENTE

A construção de aterros sanitários em municípios é um assunto polêmico e bastante debatido entre os profissionais das áreas que se referem ao meio ambiente.
Após a edição da Lei de saneamento básico, criada pelo Governo Federal, no início deste ano (Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007), muito tem se discutido sobre saneamento ambiental e resíduos sólidos em todas as regiões do território nacional. E, contudo, e por pressão e questionamentos da sociedade, os governantes precisam criar soluções eficientes para o destino desses resíduos que são consumidos diariamente por cada um de nós e pelas nossas organizações.
Leigos no assunto acreditam que a implantação de um aterro sanitário é a solução para os problemas de resíduos inaproveitáveis, porém, especialistas na área confirmam que esse recurso só deve ser utilizado em último caso, pois, tudo o que é jogado fora pode ser reaproveitável, seja transformado matéria orgânica em compostagem, ou “lixo” em materiais recicláveis.
Um grande aterro sanitário no meio do município, onde todo resíduo sólido será depositado, não é a solução mais cabível para resolver o problema do lixo. Pensar que a biorremediação é uma proposta melhor para o destino final dos resíduos é subestimar a capacidade intelectual da sociedade que espera por melhorias conscientes. E utilizar o material jogado fora como fonte de energia ou transformá-lo em algum material aproveitável, seria algo consciente e eficaz das nossas autoridades.
Há tempos, a população de Rio do Sul rejeita obras desse porte e a maior prova disso é o lixão, em funcionamento até pouco tempo, situado no bairro Fundos Canoas. Está mais do que na hora de mudar a realidade desses moradores e propor alternativas tecnológicas e economicamente mais significativas. A base desta mudança pode começar pela gestão do lixo local, através da mobilização social e educação ambiental, no território da bacia hidrográfica do município de Rio do Sul.
Além disso, o aterro sanitário é preocupante porque é o grande causador da poluição hídrica, uma vez que todo chorume, produzido em grande quantidade nos aterros, é despejado nos rios. Seu grande volume e poder poluidor, medido em DBO (demanda bioquímica de oxigênio), na maioria das vezes não é convenientemente tratado, seja por dificuldades técnicas, falta de investimentos ou má avaliação geológica das possibilidades de tratamento. E, ainda que fosse tratado, a centralização dos grandes aterros sanitários gera impactos profundos com transporte, sem o menor retorno sócio-econômico, gerando apenas despesas para sua manutenção.
O aterro sanitário é uma boa opção para as empresas privadas menos conscientes, que não sabem da importância de reciclar e acreditam que confinar materiais em baixo da terra, contaminando o ambiente, é a maneira mais rápida e prática de obter lucro sem se preocupar com as conseqüências.       
Ao contrário, nós, agentes ambientais conscientes e preocupados com o futuro das próximas gerações, queremos o contrário: reaproveitar e transformar a maior quantidade possível de lixo e assim gerar empregos, desenvolver tecnologias, estimular empresas, descentralizar, economizar energia e matéria prima.
Claro que isso não é uma tarefa fácil. A gestão do lixo é um conjunto de atividades complexas que inclui desde a diminuição do próprio volume de lixo produzido, através da mudança de hábitos sociais e de procedimentos industriais até a alteração da legislação ambiental, visando uma política de incentivos ao desenvolvimento de empresas nesta nova área.
Não obstante disso, podemos contar com as novas tecnologias e inovações na área ambiental que geram o mínimo de passivos ambientais e oferecem um destino apropriado aos resíduos, além de não comprometerem o meio ambiente, eliminando lixo urbano e contribuindo para o controle do aquecimento global.
Um exemplo são as tecnologias que reduzem os resíduos sólidos em farelo, sem que ele seja desperdiçado e que ainda pode ser reaproveitado. Com um processo de triagem, trituração e aquecimento do lixo, o resultado final é uma matéria-prima com um volume 80% menor dos resíduos iniciais e sem contaminação do solo e do ar.
Isso sem contar com a geração de energia, que oferece a possibilidade de render créditos de carbono no Mecanismo de desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto (1997), isso permite que países industrializados invistam em projetos de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa em países em desenvolvimento.
Mais do que nunca, está na hora de mudarmos o quadro ambiental que se torna cada vez mais agravante em grandes e pequenas regiões do Brasil e do mundo. Devemos e podemos começar dando o exemplo pelo nosso município. É preciso investir na mobilização social, mas na mobilização social inteligente. Está aí a grande e central questão, não somente para a questão do lixo, quanto para o controle às epidemias, para a promoção da saúde, para administrar melhor a cidade, para alcançar a plena cidadania em todas as frentes. O que precisamos é de uma nova e moderna gestão do lixo na administração pública. A população está sedenta por políticos comprometidos com seus cargos e funções e que representem a população e apresentem soluções, não a curto prazo, mas soluções cabíveis.
Olhar com dedicação os problemas ambientais se torna cada vez mais importante e por que não dizer um dever de nossas autoridades, principalmente, nos dias atuais, em que a conscientização está sendo discutida e exigida pela maioria dos cidadãos que estão sentindo na pele que é preciso preservar e se conscientizar dos efeitos causados pelos homens ao meio ambiente. É preciso que os políticos, representantes do povo no poder, se envolvam nesse nicho ambiental e criem mecanismos para solucionar este problema da vida urbana atual

10 de setembro de 2012

COMO DESCARTAR MEU ÓLEO DE COZINHA USADO


Como descartar seu óleo de cozinha corretamente
O óleo vegetal, ou óleo de cozinha, é altamente poluente, por isso o descarte consciente deste resíduo é extremamente necessário para evitar a contaminação dos rios ao ser despejado nas redes de esgoto. Clique nos links abaixo e conheça onde poderá ser descartado de forma adequada o óleo utilizado.

Onde posso descartar?
Existem centenas de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) de óleo de cozinha usado espalhados pelo Brasil. Somente na Grande São Paulo, o Instituto Triângulo disponibiliza 55 PEVs instalados em escolas e supermercados e outros locais onde há grande circulação de pessoas, facilitando o descarte consciente deste material. Clique aqui e confira a lista dos PEVs Triângulo.
O óleo usado deve estar armazenado em garrafas PET ou de plástico, que evitam o vazamento de seu conteúdo. Não existe uma quantidade mínima a ser descartada, mas é aconselhável que o vasilhame não ultrapasse 3 litros.
 
PEV Fechado - Condomínios residenciais e grandes empresas também podem ter seu próprio PEV e reservá-lo para o uso restrito dos moradores e/ou funcionários do local. O Instituto Triângulo oferece todo o suporte para que isso seja feito, comprometendo-se a recolher os vasilhames de óleo conforme agendamento prévio.
Observação: o Instituto Triângulo não aceita a entrega de gordura vegetal hidrogenada e gordura animal, somente óleo de origem vegetal (soja, milho, canola, girassol, algodão etc).
 
Bares, lanchonetes e restaurantes, por exemplo, devem solicitar a coleta em seus estabelecimentos, mediante agendamento. O óleo usado deve ser armazenado em recipientes plásticos de 50 litros, sendo que a quantidade mínima para se pedir a coleta é de 40 litros.
O Instituto Triângulo realiza a coleta do óleo usado no Grande ABC Paulista e em São Paulo e disponibiliza os recipientes plásticos, mediante um termo de responsabilidade, contra o caso de o recipiente sofrer algum dano.
Observação: o Instituto Triângulo não aceita a entrega de gordura vegetal hidrogenada e gordura animal, somente óleo de origem vegetal (soja, milho, canola, girassol, algodão etc).

CARROS ELÉTRICOS, UMA ALTERNATIVA SUPER SUSTENTÁVEL

Carro ElétricoO aquecimento global é um tema que está sempre presente em conversas, momentos em grupos dedicadas à preservação da natureza e principalmente em reuniões ambientais, encontros com chefes de estados e até mesmo nas conversas de nosso dia a dia. Quando a questão é tratada no âmbito da tecnologia, já percebemos que este tema também chegou as principais montadoras de carros do mundo; algumas, já se mobilizam há anos para diminuir os impactos ambientais de seus carros. Um exemplo disso são os carros elétricos, já muito divulgados em todo o mundo.
Os carros elétricos contribuem de forma direta para preservação do meio ambiente, pois, como funcionam à energia recarregável através de suas baterias, não emitem gases como o CO² que é um dos principais vilões do clima no mundo. Esses carros ainda mantêm um valor elevado em comparação aos carros movidos a combustível tradicional. Entretanto, muitos governos têm incentivado sua fabricação por conta da economia e sustentabilidade Um exemplo disso é o que ocorre nos EUA, onde o Governo Federal repassa à população, em incentivos fiscais, até 7 mil dólares para compra de carros elétricos.
Um bom exemplo de carro eficiente e ecologicamente correto é o carro Eliica cujo projeto foi desenvolvido por um grupo de estudantes da universidade de Keio em Tókyo Sob a liderança do professor Hiroshi Shimizu. Este carro tem oito rodas, um motor elétrico de 80 cavalos cada, o que soma 680 de potência.
Além de muita potência, o Eliica é um exemplo de “carro verde“, sua potência (vai de 1 a 100 Km/h em quatro segundos), é aliada à contribuição no combate a deterioração do meio ambiente no mundo. Salientamos que toda essa potência é usada sem agredir o meio ambiente e o planeta.
Nos próximos anos, os carros elétricos certamente serão os maiores aliados na preservação do meio ambiente no mundo. O valor também, após sua popularização, diminuirá proporcionando assim, à adesão do carro por muitas pessoas. Para quem já pode desfrutar de um carro deste porte, sem dúvida é a melhor opção de compra, pois o investimento terá um retorno econômico e em termos de uma vida mais saudável para você e todo o planeta.

 

PESSOAS QUE DISSERAM "EU POSSO": DOROTHY MAE STANG, IRMÃ DOROTHY

Dorothy Mae Stang, conhecida como Irmã Dorothy (Dayton, 7 de junho de 1931 — Anapu 12 de fevereiro de 2005) foi uma religiosa norte-americana naturalizada brasileira. Pertencia às Irmãs de Nossa Senhora de Namur, congregação religiosa fundada em 1804 por Santa Julie Billiart (1751-1816) e Françoise Blin de Bourdon (1756-1838). Esta congregação católica internacional reúne mais de duas mil mulheres que realizam trabalho pastoral nos cinco continentes.

 Biografia

Ingressou na vida religiosa em 1948, emitiu seus votos perpétuos – pobreza, castidade e obediência – em 1956. De 1951 a 1966 foi professora em escolas da congregação: St. Victor School (Calumet City, Illinois), St. Alexander School (Villa Park, Illinois) e Most Holy Trinity School (Phoenix, Arizona).
Em 1966 iniciou seu ministério no Brasil, na cidade de Coroatá, no Estado do Maranhão.
Irmã Dorothy estava presente na Amazônia desde a década de setenta junto aos trabalhadores rurais da Região do Xingu. Sua atividade pastoral e missionária buscava a geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento em áreas degradadas, junto aos trabalhadores rurais da área da rodovia Transamazônica. Seu trabalho focava-se também na minimização dos conflitos fundiários na região.
Atuou ativamente nos movimentos sociais no Pará. A sua participação em projetos de desenvolvimento sustentável ultrapassou as fronteiras da pequena Vila de Sucupira, no município de Anapu, no Estado do Pará, a 500 quilômetros de Belém do Pará, ganhando reconhecimento nacional e internacional.
A religiosa participava da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde a sua fundação e acompanhou com determinação e solidariedade a vida e a luta dos trabalhadores do campo, sobretudo na região da Transamazônica, no Pará. Defensora de uma reforma agrária justa e consequente, Irmã Dorothy mantinha intensa agenda de diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas, na busca de soluções duradouras para os conflitos relacionados à posse e à exploração da terra na Região Amazônica.
Dentre suas inúmeras iniciativas em favor dos mais empobrecidos, Irmã Dorothy ajudou a fundar a primeira escola de formação de professores na rodovia Transamazônica, que corta ao meio a pequena Anapu. Era a Escola Brasil Grande.
Irmã Dorothy recebeu diversas ameaças de morte, sem deixar intimidar-se. Pouco antes de ser assassinada declarou: «Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.»
Ainda em 2004 recebeu premiação da Ordem dos Advogados do Brasil (secção Pará) pela sua luta em defesa dos direitos humanos. Em 2005, foi homenageada pelo documentário livro-DVD Amazônia Revelada.

Assassinato

A Irmã Dorothy Stang foi assassinada, com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, às sete horas e trinta minutos da manhã, em uma estrada de terra de difícil acesso, à 53 quilômetros da sede do município de Anapu, no Estado do Pará, Brasl.
Segundo uma testemunha, antes de receber os disparos que lhe ceifaram a vida, ao ser indagada se estava armada, Ir. Dorothy afirmou «eis a minha arma!» e mostrou a Bíblia. Leu ainda alguns trechos deste livro para aquele que logo em seguida lhe balearia.
No cenário dos conflitos agrários no Brasil, seu nome associa-se aos de tantos outros homens, mulheres e crianças que morreram e ainda morrem sem ter seus direitos respeitados.
O corpo da missionária está enterrado em Anapu, Pará, Brasil onde recebeu e recebe as homenagens de tantos que nela reconhecem as virtudes heróicas da matrona cristã. Ela sem dúvida foi um exemplo de vida.
O fazendeiro Vitalmiro Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do crime, havia sido condenado em um primeiro julgamento a 30 anos de prisão. Num segundo julgamento, contudo, foi absolvido. Após um terceiro julgamento, foi novamente condenado pelo júri popular a 30 anos de prisão.
Cquote1.svgNão vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.

6 de setembro de 2012

ALIMENTAÇÃO SUSTENTÁVEL #2 - ALIMENTAÇÃO BIOLÓGICA

Tendo em conta que os produtos relacionados com a alimentação são responsáveis por 20 a 30% dos impactes ambientais, os alimentos biológicos, amigos do ambiente e da saúde dos consumidores, devem ser uma escolha privilegiada. São provenientes da agricultura biológica, um modo de produção ecológico, sustentável e socialmente responsável.
À partida, os produtos biológicos garantem ao consumidor que:
  • não são irradiados, geneticamente modificados (OGM), nem contêm resíduos resultantes da aplicação de pesticidas;
  • no caso dos produtos de origem animal, é respeitado o bem-estar animal e são minimizados os riscos de transmissão de doenças e de resistência a antibióticos.

ALIMENTAÇÃO SUSTENTÁVEL #1


Uma alimentação sustentável tem que ter em consideração critérios ambientais, éticos, sociais e de saúde humana
A expressão ‘bem sustentável’ aplicada à alimentação remete para uma alimentação que respeita simultaneamente os seguintes critérios:
  • ambientais, com a finalidade de reduzir o impacte do nosso modo de produção e de consumo alimentar sobre o ambiente;
  • éticos, que permitem sobretudo uma melhor distribuição das riquezas ‘Norte/Sul’ mediante uma remuneração justa dos produtores;
  • sociais e de acesso a alimentação a preços abordáveis;
  • saúde, pelo consumo de bens que sejam benéficos para o bem-estar da saúde humana.

Quais os critérios a reter?

Nem sempre é fácil determinar quais são os critérios prioritários da compra. De facto, é impossível encontrar um produto proveniente do comércio justo que seja igualmente biológico, produzido em Portugal e pouco embalado. Só nos resta fazer escolhas diferenciadas segundo as categorias de produtos. O café, por exemplo, não é produzido na Europa, podemos comprá-lo no comércio justo. Em contrapartida, para as batatas e peras é preferível escolher produtos locais e biológicos.

31 de agosto de 2012

DOIS ÓTIMOS PENSAMENTOS DE CHICO MENDES

"Não quero flores no meu enterro, pois sei que vão arrancá-las da floresta."
Chico Mendes


"Se descesse um enviado dos céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta até que valeria a pena.
Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver. Ato público e enterro numeroso não salvarão a Amazônia. Quero Viver."
Chico Mendes

MAIS SOBRE CHICO MENDES

Quem foi 
Chico Mendes (nome completo: Francisco Alves Mendes Filho) foi um dos mais importantes ambientalistas (pessoas que lutam em defesa da preservação do meio ambiente) brasileiros. Nasceu na cidade de Xapuri (estado do Acre) no dia 15 de dezembro de 1944. Trabalhou na região da Amazônia, desde criança, com seu pai, como seringueiro (produzindo borracha). Tornou-se vereador e sindicalista.
Principais momentos de sua vida:
- 1975 – É fundado o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. Chico Mendes aceitou o convite para ser secretário geral da instituição.
- 1976 – Começou a organizar os seringueiros para lutarem em defesa da posse de terra.
- 1977 – Participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri. Neste mesmo ano, foi eleito vereador pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro)
- 1978 – Começou a receber ameaças dos fazendeiros locais, descontentes com sua atuação sindical.
- 1980 – Participou da fundação do Partidos dos Trabalhadores (PT), tornando-se dirigente do partido no estado do Acre. Neste mesmo ano, foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional a pedido de fazendeiros da região, que o acusavam de envolvimento no assassinato de um capataz de uma fazenda. Foi absolvido por falta de provas.
- 1981 – Tornou-se presidente do Sindicato de Xapuri.
- 1982 – Candidatou-se a deputado estadual pelo PT, porém não conseguiu eleger-se.
- 1985 – Organizou o 1º Encontro Nacional de Seringueiros. Participou da fundação do CNS (Conselho Nacional dos Seringueiros). Participou da proposta do “União dos Povos da Floresta”, que previa a união dos interesses dos seringueiros e indígenas na defesa da floresta amazônica.
- 1987 – Recebeu em Xapuri uma comissão da ONU (Organização das Nações Unidas), mostrando a devastação causada na floresta amazônica por empresas financiadas pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Após levar as denúncias ao senado dos Estados Unidos, o BID suspendeu os financiamentos a estas empresas.
- 1987 – Recebeu vários prêmios na área de ecologia e meio ambiente em função de sua luta em defesa da floresta amazônica e de seus povos nativos. O mais importante destes prêmios foi o “Global 500”, entregue pela ONU.
- 1988 – Participou da criação das primeiras reservas extrativistas no Acre. Foi eleito suplente da direção nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores) durante o 3º Congresso Nacional da CUT.
- 22 de dezembro de 1988 – Chico Mendes foi assassinado na porta de sua casa. Deixou esposa (Ilzamar Mendes) e dois filhos pequenos (Sandino e Elenira).
 


Bibliografia indicada:


- Chico Mendes - um povo da floresta  Autor: Martins, Edilson
  Editora: Garamond
  Temas: Biografia, Memórias, Meio Ambiente
- Chico Mendes  Autor: Criado, Alex
  Editora: Salesiana
  Temas: Biografia, Meio Ambiente
- A História de Chico Mendes para crianças  Autor: Reis, Fátima
  Editora: Prumo

PESSOAS QUE DISSERAM "EU POSSO": CHICO MENDES


[creditofoto]



Pobre e iletrado, o pai de Chico Mendes ganhava a vida extraindo látex das seringueiras na floresta amazônica. Aos nove anos, o garoto Francisco Alves Mendes Filho também entrou para a profissão de seringueiro: era sua única opção, já que lhe foi negada a oportunidade de estudar. Até 1970, os donos da terra nos seringais não permitiam a existência de escolas. Chico só foi aprender a ler aos 20 anos de idade.

Indignado com as condições de vida dos trabalhadores e dos moradores da região amazônica, tornou-se um líder do movimento de resistência pacífica. Defensor da floresta e dos direitos dos seringueiros, ele organizou os trabalhadores para protegerem o ambiente, suas casas e famílias contra a violência e a destruição dos fazendeiros, ganhando apoio internacional.

Fundou o movimento sindical no Acre em 1975, com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. Participando ativamente das lutas dos seringueiros para impedir desmatamentos, montou o Conselho Nacional de Seringueiros, uma organização não-governamental criada para defender as condições de vida e trabalho das comunidades que dependem da floresta.

Chico Mendes também atuou na luta pela posse da terra contra os grandes proprietários, algo impossível de se pensar na região amazônica até os dias de hoje. Dessa forma, entrou em conflito com os donos de madeireiras, de seringais e de fazendas de gado.

Participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, em 1977, e foi eleito vereador para a Câmara Municipal local, pelo MDB, único partido de oposição permitido pela ditadura militar que governava o país (1964-1985). Nessa época, Chico sofreu as primeiras ameaças de morte por parte dos fazendeiros. Ao mesmo tempo, começou a enfrentar vários problemas com seu próprio partido: o MDB não era solidário às suas lutas.

Em 1979, o vereador Chico Mendes lotou a Câmara Municipal com debates entre lideranças sindicais, populares e religiosas. Lembre-se: era tempo de ditadura militar. Foi acusado de subversão e passou por interrogatórios nada suaves. Foi torturado secretamente e, como estava sozinho nessa luta, não podia denunciar o fato, ou seria morto.

Foi assim, em busca de sustentação política, que decidiu ajudar a criar o Partido dos Trabalhadores (PT), tornando-se seu dirigente no Acre. Um ano depois de ser torturado, foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional, acusado de ter participado da morte de um fazendeiro na região que assassinara o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Brasiléia.

Em 1982, tornou-se presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Xapuri e foi acusado de incitar posseiros à violência, mas foi absolvido por falta de provas.

Quando liderou o Encontro Nacional dos Seringueiros, em 1985, a luta dos seringueiros começou a ganhar repercussão nacional e internacional. Sua proposta de "União dos Povos da Floresta", apresentada na ocasião, pretendia unir os interesses de índios e seringueiros em defesa da floresta amazônica. Seu projeto incluía a criação de reservas extrativistas para preservar as áreas indígenas e a floresta, e a garantia de reforma agrária para beneficiar os seringueiros.

Transformado em símbolo da luta para defender a Amazônia e os povos da floresta, Chico Mendes recebeu a visita de membros da Unep (órgão do meio ambiente ligado à "Organização das Nações Unidas), em Xapuri, em 1987. Lá, os inspetores viram a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros, tudo feito com dinheiro de projetos financiados por bancos internacionais.

Logo em seguida, o ambientalista e líder sindical foi convidado a fazer essas denúncias no Congresso norte-americano. O resultado dessa viagem a Washington foi imediato: em um mês, os financiamentos aos projetos de destruição da floresta foram suspensos. Chico foi acusado na imprensa por fazendeiros e políticos de prejudicar o "progresso do Estado do Acre".

Em contrapartida, recebeu vários prêmios e homenagens no Brasil e no mundo, como uma das pessoas de mais destaque na defesa da ecologia.

Casado com Ilzamar e pai de Sandino e Elenira, Chico realizaria alguns de seus sonhos, ao assistir à criação das primeiras reservas extrativistas no Acre. Também conseguiu a desapropriação do Seringal Cachoeira, de Darly Alves da Silva, em Xapuri. Foi quando as ameaças de morte se tornaram mais frequentes: Chico denunciou o fato às autoridades, deu nomes e pediu proteção policial. Nada conseguiu.

Pouco mais de um ano após sua ida ao Senado dos Estados Unidos, o ativista acabava de completar 44 anos quando foi assassinado na porta de sua casa. Em 1990, o fazendeiro Darly Alves da Silva e seu filho, Darci Alves Pereira, foram julgados e condenados a 19 anos de prisão, pela morte de Chico Mendes.

Em dezembro de 2008, vinte anos depois de sua morte, por decisão do Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 11 de fevereiro de 2009, Chico Mendes foi anistiado em todos os processos de subversão que corriam contra ele, e sua viúva Ilzamar Mendes teve direito a indenização. Na ocasião, o ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou: "Chico Mendes era um homem à frente de seu tempo, um homem que construiu um amplo processo civilizatório. Hoje, o estado está pedindo desculpas pelo que fez com ele. Chico Mendes foi importante para o Acre e para o Brasil."